quinta-feira, 12 de maio de 2016

Michel Temer chega ao governo com golpe e sem votos. Seu ministério não tem mulheres nem negros



Por Emanuel Neri
Basta dar uma olhada rápida na foto (ao lado) do ministério do presidente interino Michel Temer (PMDB) para se ter certeza de um fato. No novo governo, não há uma única mulher nem um único negro.
Esta foto representa fielmente este novo governo. Temer assumiu o poder ontem, após o afastamento, inicialmente por 180 dias, da presidenta Dilma Rousseff (PT). No ministério de Temer, todos são homens, todos brancos, e todos ricos, donos de grandes fortunas. É um retrato fiel da mais pura elite política e empresarial do país.
Não é por acaso que o ministério de Temer vem sendo apontado como um governo da elite ou, se preferirem, governo da plutocracia. É que plutocracia é a denominação de governos dominados por gente poderosa, com muito dinheiro. O governo de Temer veste perfeitamente o figurino da plutocracia.
Não é só isso. Dos 22 ministros de Temer, pelo menos sete são investigados por suspeita de recebimento de propinas na Operação Lava Jato, que investiga casos de corrupção na Petrobrás. O novo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que era secretário de Segurança de São Paulo, é conhecido pela crueldade com que enfrenta estudantes e movimentos sociais.
O afastamento de Dilma Rousseff, eleita com mais de 54 milhões de votos, foi aprovado na manhã desta quinta-feira (12), no Senado, por 55 votos a favor e 22 contra. É a terceira vez que o PMDB chega ao poder sem votos. Sempre um vice-presidente deste partido está a postos para, sem votos, assumir o poder.
A primeira vez foi com José Sarney, em 1985, depois da morte do presidente eleito Tancredo Neves. Depois foi com Itamar Franco, em 1992. Itamar Franco assumiu após o impeachment de Fernando Collor, eleito em 1989. Agora foi a vez de outro peemedebista, Michel Temer, chegar ao poder. Sem votos.
As pesquisas indicam que, se houvesse uma eleição direta, Temer teria apenas 1% dos votos dos brasileiros. Ou seja, Temer chega ao governo com prestígio quase zero. Se isso não bastasse, o peemedebista foi citado mais de uma vez como suspeito de se se beneficiar de propinas, na Operação Lava Jato.
Tem mais. Temer foi considerado inelegível, por oito anos, pela Justiça Eleitoral por irregularidade na prestação de contas de sua eleição. Mesmo assim, tornou-se presidente depois que deputados e senadores entenderam que Dilma teria que ser afastada, mesmo sem ser acusada de nenhum crime de responsabilidade.
A acusação contra Dilma é a de ter praticado “pedaladas fiscais”, manobras para cobrir despesas públicas. Tal prática era comum em todos os últimos governos e só contra Dilma o Tribunal de Contas entendeu que era ilegal. Mais: pelo menos 16 governadores atuais adotaram a mesma prática. Serão também cassados?
Resumindo: se não há crime de responsabilidade, a presidenta não poderia ser afastada. E se foi afastada, a palavra que mais define a manobra que a afastou da Presidência é golpe. Organismos internacionais como a Organização dos Estados Americanos (OEA) chamam de golpe a derrubada de Dilma.
Mas o pior ainda está por vir. “Uma Ponte para o Futuro”, programa de Temer para governar o país, feito com ajuda da elite política e empresarial do país, pretende fazer cortes em gastos sociais e conquistas que trabalhadores tiveram nos últimos anos. Outro alvo do programa é o sistema previdenciário.
Temer pretende aumentar  os limites de idade para a aposentadoria. Ele  também quer privatizar parte do ensino público, principalmente o superior. E quer acabar com cursos profissionalizantes , como o Pronatec – uma espécie de porta de saída para que pessoas que hoje se beneficiam do Bolsa Família.
Programa de transferência de renda que tirou o Brasil do “Mapa da Fome” mundial, o  Bolsa Família é outro alvo do novo presidente. Ele pretende reduzir drasticamente o total de beneficiados do programa, que hoje é de 45 milhões de famílias. Outro programa social, o Minha Casa Minha Vida, também será atingido.
Temer também pretende privatizar empresas e bancos estatais. E uma das chamadas “Joias da Coroa”, a Petrobrás, que hoje explora o Pré Sal – gigantescas reservas de petróleo no fundo do mar brasileiro – também pode entrar no pacote de privatização do novo governo.
Seria o fim de um dos maiores tesouros do país. E também o fim do “Petróleo é Nosso”, campanha dos anos 50, no governo Getúlio Vargas, para que o petróleo jamais deixasse de ser do Brasil - ou dos brasileiros.
Com o governo Temer, o Brasil corre sério risco de perder grande parte dos avanços sociais conquistados nos últimos anos.
Abaixo, links sobre repercussões do primeiro dia do novo governo brasileiro.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

STF afasta Eduardo Cunha da Câmara; decisão pode abrir brecha para questionamento do impeachment



Por Emanuel Neri
Embora atrasado, o STF (Supremo Tribunal Federal) afastou nesta quinta-feira (5/5), por 11 votos a zero, o deputado Eduardo Cunha (foto)(PMDB-RJ) da Presidência da Câmara dos Deputados e suspendeu seu mandato. Para juristas, a decisão pode abrir brechas para que seja questionado o pedido de impeachment contra Dilma.
A decisão saiu atrasada porque desde dezembro do ano passado, ou seja, há cinco meses, a Procuradoria Geral da República pediu ao STF o afastamento de Cunha por seu envolvimento em corrupção. Na ação, a Procuradoria chamou o deputado de “delinquente” e fez várias acusações contra ele.
O deputado é acusado de ter milhões de dólares em bancos suiços, frutos de propina que ele recebeu para facilitar projetos de empresariais na Câmara e de beneficiar empresas em contratos com a Petrobrás. É acusado ainda de irregularidades no processo que culminou no  impeachment de Dilma.
Outra acusação contra Cunha é o de ter criado obstáculos para que o Conselho de  Ética da Câmara investigasse as acusações contra ele e aprovasse a cassação de seu mandato.  Durante seu comando na Câmara, Cunha cometeu barbaridades contra a Constituição, aprovando ali o que bem entendia.
O ódio de Cunha contra Dilma e o PT é pelo fato de a bancada petista no Conselho de Ética, três deputados, não terem cedido a suas pressões para votarem contra a abertura de processo que poderia resultar em sua cassação. A partir daí, o deputado desencadeou um processo de retaliação contra Dilma e o PT. O impeachment, liderado por ele, é fruto deste ódio sem limites. Vale tudo para derrubar o governo.
Cunha liderava na Câmara a chamada bancada “BBB” – ou seja, da bola, da bala e da Bíblia. Por isso, fez várias investidas contra direitos de mulheres e de minorias, como a questão do aborto em caso de estupro, atacou benefícios e avanços sociais e investiu contra conquistas de gays e de minorias religiosas.
O deputado aprovou a redução da maioridade penal, agravando a situação do combate à delinquência juvenil. Aprovou ainda “pautas bombas” para  desestabilizar contas do governo federal. Uma delas foi o aumento de mais de 70% para o Judiciário – uma tentativa de agradar o STF e evitar sua punição.
Ao mesmo tempo, Cunha foi contra o aumento de pouco mais de 9% do Bolsa Família, que beneficia famílias que vivem em situação de risco alimentar – ou seja, passariam fome se não fosse este programa do governo federal. O Bolsa Família é programa que é referência mundial no combate à fome.
Apesar de a punição do STF ter vinda com atraso, a decisão é sem dúvida um alívio para o Brasil. Como presidente da Câmara, Cunha é o segundo na linha de sucessão presidencial – apenas atrás da presidente e do vice. Com o provável afastamento de Dilma, poderia assumir a Presidência a qualquer momento.
E isso ocorreria caso o vice, Michel Temer, que deve assumir o lugar de Dilma por 180 dias, caso o Senado confirme, no dia 11 de maio, a admissibilidade do impeachment. Assim, Cunha poderia assumir a Presidência em qualquer viagem do titular ao exterior. Ter um “delinquente” na Presidência seria o fim do Brasil.  
O afastamento de Cunha chegou atrasado porque foi ele, em grande parte, o principal responsável, junto com partidos de oposição, pela atual crise política e econômica do Brasil. À frente da Câmara, Cunha dificultou a aprovação de medidas fiscais de Dilma para amenizar a crise econômica.
Aliado à oposição, Cunha fazia parte do bloco do “quanto pior, melhor”.  O foco era criar o maior número de obstáculos ao governo e gerar problemas para ampliar a crise de desestabilização de Dilma na Presidência. E isso seria a porta aberta para o impeachment, ou o golpe, que acabou por acontecer.
E foi Cunha quem manobrou ações na Câmara e pressionou deputados para aprovarem o pedido de impeachment de Dilma. Não há nenhum crime de responsabilidade praticado por Dilma, o que justificaria o impeachment.
Sem crime de responsabilidade, não pode haver impeachment.  E se houver impeachment e a presidenta for afastada, é golpe.
Acusam Dilma de usar verbas públicas para pagar outras despesas federais. A  isso se dá o nome de “pedaladas fiscais”, que presidentes anteriores e governadores sempre usaram para fechar contas públicas. Então por que só Dilma vai pagar por isso?  O que houve foi julgamento político contra Dilma.
Mas vamos voltar à punição do STF a Eduardo Cunha.  Depois da sua punição, muitos juristas entendem que há brechas para apontar vícios no processo de impeachment que o deputado comandou contra Dilma. O próprio relator do STF, Teori Zavascki, reconheceu irregularidades na condução do processo contra Dilma.
Então se houve falhas, além de atropelamentos às regras da Câmara e à Constituição, juristas entendem que o campo está aberto para o questionamento do impeachment.  A Advocacia Geral da União já informou que entrará com ação no STF pedindo anulação do impeachment na Câmara.
“A decisão (do impeachment) foi viciada, anti-jurídica”, afirma Dalmo Dallari, um dos mais importantes juristas do país.
Nos links abaixo, reportagens sobre consequências da punição a Eduardo Cunha e a opinião de que o processo de impeachment foi viciado, devendo, portanto, ser anulado.



quinta-feira, 5 de maio de 2016

Conheça as propostas de empresas de SP para suas festas de réveillon/2017 em São Miguel do Gostoso



Por Emanuel Neri
O tema é polêmico e toda vez que é discutido levanta opiniões a favor e contra.
Assim tem sido a discussão sobre o réveillon que empresas organizadoras de grandes eventos, de São Paulo, querem fazer em São Miguel do Gostoso no final deste ano. Algumas pessoas acham que a cidade não tem estrutura hoteleira e de restaurantes para  suportar uma demanda que, por baixo, pretende reunir em torno de 1.500 pessoas.
Outra parte, formada por proprietários de pousadas e de restaurantes, concordam com a proposta da festa, desde que ela se adapte às condições de infraestrutura e ambientais de São Miguel do Gostoso. Hoje este grupo é maioria e, com o apoio da Prefeitura local e da Aegostoso, dão sinal verde para a realização da festa.
E os organizadores do réveillon/2017, tendo à frente a empresa Mates, de São Paulo, flexibilizaram ao máximo a proposta para poder realizar parte das suas festas em áreas próximas à cidade e outra parte em um condomínio, chamado Paradise, que fica próximo ao farol do Calcanhar, no município de Touros.
Estas empresas já realizaram réveillons semelhantes (foto acima) nas praias de Trancoso (BA), São Miguel do Milagres (AL) e na Ilha de Fernando de Noronha. Todas estas festas atraíram grande quantidade de jovens principalmente de São Paulo e outras regiões do centro-sul do país.
Mas o fato é que o “apelo” de marketing desta festa é mesmo São Miguel do Gostoso. É esta cidade, hoje importante polo turístico do Nordeste, que desperta interesse de empresas para a realização de suas festas. A opção pelo Paradise é porque Gostoso não tem condições para atender todo este público.
Na noite da última terça (4/5), hoteleiros e donos de restaurantes de São Miguel do Gostoso se reuniram com a prefeitura e com a Aegostoso para conhecer a proposta das empresas para esta festa do final do ano. Uma delas é que só 800 pessoas (apenas casais) do total de 1.500 ficariam na cidade.
Estas 800 pessoas seriam distribuídas pelas pousadas locais, mas apenas se o proprietário destes estabelecimentos concordarem em aceitar este público. Por exemplo: se uma pousada tem 20 chalés, pode disponibilizar a metade para este evento. Mas tem a opção também de não disponibilizar nenhum.
O mesmo vale para restaurantes. Dependendo de sua capacidade, um restaurante pode vender, por exemplo, por meio de “vaucher”, 20 ou mais refeições para almoço ou jantar. Mas isso fica a critério de cada estabelecimento. Se ele quiser, não vende nenhuma refeição para o grupo.
Havia informação de que os dois grupos empresarias - a Mates e a New Fun -, que estavam disputando a festa em São Miguel do Gostoso, se juntaram para organizar um único evento. A New Fun nega. Mas é fato que a base desta festa será mesmo o condomínio Paradise, no Farol do Calcanhar. Ali será montada estrutura de alimentação para atender o público da festa.
As festas noturnas, inclusive as com música eletrônica, serão no Farol do Calcanhar. Mas as empresas pretendem fazer festas diurnas em São Miguel do Gostoso. Mas nenhuma delas será na beira da praia. Provavelmente serão alugadas propriedades para que estas festas possam ser realizadas ali.
Vejam a programação das festas. Em áreas próximas a São Miguel do Gostoso, sempre durante o dia, haveria festas dia 28 de dezembro, outra no dia 30, com samba e feijoada, e duas outras, sempre com músicas brasileiras, nos dias 1 e 2 de janeiro. As outras festas, noturnas, como o réveillon, serão no Farol do Calcanhar.
Alguns terrenos estão sendo vistos para a realização de festas em São Miguel do Gostoso. Um deles é uma área de propriedade de uma paulista que fica na estrada que liga Gostoso ao distrito do Reduto. Outra é uma arena de festas da família Venâncio, na estrada do Nogueira, continuidade da rua dos Dourados.
Mas estas festas  podem ser também em bares urbanos da cidade, sempre se seus proprietários aceitarem vender seu espaço para estas festas. O evento também quer prestigiar o comércio local, comprando gêneros alimentícios em supermercados, e disponibilizar ônibus para o trajeto entre a cidade e o Farol do Calcanhar.
Os organizadores da festa pretendem vir a São Miguel do Gostoso no final de maio ou início de junho. Eles vão detalhar a capacidade que pousadas e restaurantes podem disponibilizar para o evento. Pretendem comprar dois tipos de pacotes em pousadas – um que vai de 26/12 a 2/1 e outro de 28/12 a 2/1.
Como vocês podem ver, não há intenção de fazer festas na Ponta do Santo Cristo ou em outras áreas de praia, para evitar impacto ambiental principalmente em relação a ninhos de tartarugas.  Os organizadores da festa prometem fazer outra evento na cidade, na baixa estação, patrocinada por uma grande marca de produtos esportivos.
No link abaixo, post anterior deste blog sobre as festas de réveillon que estas empresas querem realizar em São Miguel do Gostoso.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Fligostoso trouxe emoções, conhecimento e muita cultura a crianças e jovens de São Miguel do Gostoso



Por Emanuel Neri
Foi um acontecimento cultural para ninguém botar defeito.
O Festival Literário de Gostoso, mais conhecido por Fligostoso, que aconteceu em São Miguel do Gostoso de 28 a 30 de abril, foi para encher corações e mentes. Principalmente de crianças e jovens, pois a literatura infanto-juvenil foi o foco principal deste importante evento na cidade.
Durante três dias, houve exibição de filmes, teatro, palestras, oficinas culturais, contação de histórias, apresentações artísticas e muitas outras atividades. O Centro de Cultura da cidade, local do evento, manteve-se cheio, principalmente de crianças e adolescentes, nos três dias do Fligostoso.
Parabéns ao Sesc e à Prefeitura de São Miguel do Gostoso pela realização de mais este evento cultural na cidade. Outros acontecimentos culturais de grande importância, como a Mostra de Cinema de Gostoso e Bossa & Jazz, já são realizados aqui. Todos eles atraem público de fora para a cidade.
Mais do que atrair público de fora para estes eventos, acontecimentos como o Fligostoso contribuem de forma decisiva para a formação cultural e educacional de crianças e jovens de São Miguel do Gostoso. Para quem acompanhou o Fligostoso, não há dúvidas de que este evento marcou este público para sempre.
Biblioteca móvel, montado em carreta (foto acima, visitada por crianças) e estandes de editoras para a venda de livros,  nos jardins do Centro de Cultura, foram muito visitados por jovens e pais. Em outros locais, havia espaços para oficinas de vivência em narrativas e construção de histórias a partir da linguagem visual.
Durante o Fligostoso, houve palestras interessantes. Uma delas ocorreu na noite do dia 29, sexta-feira, e foi dada pela escritora gaúcha Cleo Bussato. Esta escritora falou sobre literatura e “encenou” partes do livro de sua autoria, “A Fofa do Quarto Andar”. Foi um dos melhores momentos do Fligostoso.
Também na noite do dia 29, o responsável por este blog falou sobre seu livro, “Cabeças do Vento”, que fala de São Miguel do Gostoso, e incentivou os jovens presentes a também contarem suas histórias. No sábado, a escritora carioca Lúcia Fidalgo abordou o tema “Dialogando com os livros e com as histórias”.
Houve ainda ótimos espetáculos de teatros e bons filmes que passaram no auditório principal do Centro de Cultura. Um destes espetáculos foi “O Seu rei Mandou”, da Cia Meias Palavras, de Pernambuco. Outro bom espetáculo foi o “Cabe na Mala”, do grupo carioca “Os Tapetes Contadores de História”.
No sábado à tarde, foi exibido o filme “Hoje eu Quero Voltar Sozinho”, um drama/romance que envolve adolescentes. Este filme foi o ganhador do prêmio principal da Mostra de Cinema de Gostoso, em 2014. Mas houve muitas outras atrações que encheram os olhos da população de São Miguel do Gostoso.
No final da tarde do sábado, um “cortejo cultural” saiu da Praça dos Anjos, no bairro do Maceió, e foi até o Centro Cultural, acompanhado pro grupos teatrais locais e de outras cidades. Quem assistiu a passagem deste cortejo se emocionou. A pergunta que se faz, depois de ver tudo isso, é a seguinte:
Quando São Miguel do Gostoso teve oportunidade de ver tantos acontecimentos culturais diversos ocorrendo na cidade?
Para se ter uma ideia do resultado do Fligostoso, basta ver o resultado de oficinas que estimulavam a criatividade de jovens. Estes adolescentes iam retirando palavras ou objetos de um “baleiro” e, a partir daí, escreviam frases, em um grande painel, que tivessem a ver com aquelas palavras ou objetos.
O resultado deste trabalho impressionou por sua sensibilidade e base poética.
Um dos jovens escreveu: “E eu, no meu universo, me equilibrando entre fúria e afeto”. Outro escreveu: “A inspiração vem do ângulo dos seus olhos”.  Mais uma construção poética belíssima escrita por outro jovem. “Vou olhar para o sonho”. Linda a inspiração destes jovens talentosos da cidade.
O Fligostoso foi assim. Emoções à flor da pele, divulgação de conhecimentos e muita criatividade para todos aqueles que foram ao Centro de Cultura ver um dos momentos mais significativos para a cultura de crianças e jovens de São Miguel do Gostoso.
Que o Fligostoso prossiga – e cresça mais ainda nos próximos anos. E continue a trazer e produzir emoções e conhecimento para crianças e jovens de São Miguel do Gostoso.