segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Falta mais de um ano, mas os candidatos para a Prefeitura de São Miguel do Gostoso em 2020 já começam a aparecer. Prepare-se para a escolha


Por Emanuel Neri
A pouco mais de um ano da eleição para prefeito, marcada para em outubro de 2020, a sucessão eleitoral em São Miguel do Gostoso já está a todo vapor.
Vários nomes, a começar do atual prefeito, Renato de Doquinha, já tem seus  nomes na lista preliminar para a próxima eleição. O prefeito diz que será candidato à reeleição e que, seu atual vice, Azenate, admite disputar cargo para vereador, deixando o posto de vice-prefeito livre para negociações de Renato.
Mas há outros nomes no jogo eleitoral para 2020. O ex-prefeito Miguel Teixeira, que foi derrotado por Renato em 2016, também é um nome que pode entrar na disputa. Ao noBalacobaco, ele afirmou que a escolha do candidato vai ser feita pelo seu grupo político, formado por cinco partidos e quatro vereadores.
Mas as especulações em torno do nome de Miguel correm soltas. Há informações de que ele tem feito visitas regulares a correligionários, especialmente em distritos do município. Ao contrário de Renato, Miguel apoiou a governadora Fátima Bezerra (PT) na eleição de 2018. Mas não se sabe se Fátima apoiará ele.
Dois outros nomes entraram na disputa pela Prefeitura de São Miguel do Gostoso. Um deles é o de Francisco dos Anjos, o Tiquinho (foto acima), que foi secretário na gestão de Fátima Dantas e ocupou, até pouco tempo atrás, cargo na administração de Renato. O prefeito demitiu Tiquinho ao saber que ele era candidato.
Outro nome que entrou na roda da sucessão municipal é o de Jubenick Pereira, ex-vereador e candidato a deputado estadual pelo PT em 2014, quando obteve boa votação, mas não se elegeu. Em 2016, Jubenick não conseguiu se eleger vereador. Depois, Jubenick saiu do PT e trocou de partido.
Na semana passada, Jubenick divulgou vídeo, pelas redes sociais, agradecendo pelo fato de seu nome ter aparecido em enquete eleitoral para a eleição do próximo ano. Sinal visível de que que quer ser candidato a prefeito. O deputado estadual Kelpes Lima (Solidariedade) deve apoiar Jubenick.
Na roda da sucessão municipal para 2020, em São Miguel do Gostoso, o único nome novo é o de Tiquinho. O candidato nunca disputou um cargo eleitoral. Formado em Pedagogia, com forte liderança entre jovens locais, Tiquinho é o que se pode chamar de “nome novo” ou “fator novo” na eleição de 2020.
Tiquinho diz que tem condições de “furar o bloqueio” de nomes tradicionais e se apresentar como o “nome novo, com proposta nova” para administrar São Miguel do Gostoso. Tiquinho tem o apoio de seu partido, o MDB, que promete ajudar na sua campanha, entre eles do ex-governador Garibaldi Alves Filho.
Outro nome que vez por outra aparece nas listas eleitorais é o do empresário Caio Fernandes, que apoiou Renato nas duas últimas campanhas eleitorais – em 2010, Renato foi derrotado por Fátima Dantas, casada com o ex-prefeito João Wilson. Mas Caio já afirmou, inclusive em carta a este blog, que não é candidato.
Seja como for, o desenho da campanha eleitoral em 2020, em São Miguel do Gostoso, começa a ser definido. Renato, Miguel (ou outro nome do seu grupo), Tiquinho, Jubenick, além de um ou outro nome que ainda possa surgir, devem ser os nomes que disputarão a eleição.
Renato pode ou não ser reeleito para um segundo mandato?
A resposta para a escolha do nome que governará São Miguel do Gostoso, a partir de janeiro de 2021, será feita pela população local. Até a eleição, no próximo ano, este quadro estará mais definido – e aí o eleitorado vai poder escolher, livremente, qual é o melhor nome para ser o próximo prefeito.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

São Miguel do Gostoso registra 9° maior crescimento populacional do Brasil. Mas Prefietura precisa ajudar mais no desenvolvimento urbano da cidade


Por Emanuel Neri
Um dado divulgado pelo IBGE, nesta semana, mostra que São Miguel do Gostoso foi o 9º município no Brasil que registrou o maior crescimento populacional em 2019, passando de 9,5 mil habitantes em 2018 para 10,2 mil este ano. O fato é atribuído à força do turismo local e ao desenvolvimento de energia eólica na região.
Esta é uma boa notícia para São Miguel do Gostoso (foto à esquerda).
A taxa de crescimento populacional de São Miguel do Gostoso, de 7,9%, é muito significativa. Comparado ao Rio Grande do Norte, que chegou a 3,5 milhões de habitantes, o percentual de crescimento foi de 0,79%. No caso do Brasil, com 210,1 milhões de habitantes, o crescimento também foi abaixo de 2%.
O aumento populacional de São Miguel do Gostoso significa que muita gente tem chegado à cidade para morar. Além da atividade turística, a cidade tem vários condomínios sendo construídos, alguns deles já prontos, o que tem atraído pessoas de várias regiões do país e do exterior para morar aqui.
No caso da energia eólica, São Miguel do Gostoso é a única cidade da região que tem uma boa infra-estrutura de pousadas, flats e restaurantes. Por causa disso, muitos técnicos que trabalham em outras cidades – como Parazinho, João Câmara, Pedra Grande e Touros – preferem fixar residência na cidade.
Tudo isso representa investimentos em São Miguel do Gostoso, que também impulsionam o desenvolvimento econômico local. Se o IBGE também fizesse levantamento sobre o desenvolvimento econômico da cidade, seguramente seria registrado aqui crescimento bem superior ao do Brasil, em torno de 1% ao ano.
São Miguel do Gostoso deve muito do seu crescimento do turismo local. A cidade já é o terceiro maior polo turístico do Rio Grande do Norte, atrás apenas de Natal e Pipa. O crescente turismo local atrai investimentos, gera empregos e atrai pessoas para morar na cidade.
São Miguel do Gostoso já conta com mais de 100 pousadas, além de flats e residências que servem parar abrigar o visitante que chega á cidade. Há também cerca de 50 restaurantes, além de igual número de bares e estabelecimentos comerciais que trabalham com produtos alimentícios.
Embora não haja números definidos, acredita-se que a atividade turística local gere em torno de mil empregos, entre diretos e indiretos. Além disso, há ainda supermercados e outros estabelecimentos comerciais que vivem em função do turismo, também gerando significativo número de empregos.
Diante de tudo isso, dá para dizer, sem dúvidas, que o turismo é a principal fonte de desenvolvimento e renda de São Miguel do Gostoso.
Agora, para continuar crescendo, é preciso que o poder público (Prefeitura) crie condições para atender às expectativas tanto do investidor como do turista que vem à cidade. E São Miguel do Gostoso está necessitando de várias ações municipais para que seu turismo consiga se consolidar ainda mais.
São vários os problemas da cidade que poderiam ser resolvidos como uma melhor atuação da Prefeitura. Um deles é o trânsito caótico na avenida dos Arrecifes, principal via de acesso a pousadas e restaurantes. Faz tempo que a Prefeitura tem prometido fazer desta via uma mão única. Até agora, nada foi feito.
O trânsito de veículos motorizados nas praias urbanas, incluindo quadriciclos, é outro grande problema. A Prefeitura precisa criar rota especial para que quadriciclos circulem nas praias sem pôr em risco a vida de moradores e turistas. O descontrole do som alto também é motivo de muita reclamação.
Outro sério problema de São Miguel do Gostoso é a presença de animais soltos nas ruas, provocando acidentes de trânsito. Nos últimos meses, pelo menos três pessoas morreram ao atropelarem animais, de motos. Alguns acidentes ocorreram antes da entrada da cidade.
É grave esta situação com animais nas ruas e proximidades de São Miguel do Gostoso.
Se tudo isso for resolvido pela Prefeitura, São Miguel do Gostoso terá condições de continuar crescendo. Se isso acontecer, serão mais investimentos, mais empregos e mais desenvolvimento econômico para a cidade.
São Miguel do Gostoso aguarda que a Prefeitura cumpra seu dever para que a cidade continue crescendo e se desenvolvendo economicamente.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Com Bolsonaro, desmatamentos e incêndios na Amazônia causam estrago ambiental, afetam a imgem do Brasil e devem aumentar crise do país


Por Emanuel Neri
E Bolsonaro conseguiu aquilo que, desde sua eleição, em novembro do ano passado, muita gente já previa: tocar fogo no Brasil.
Primeiro foi a Amazônia, que arde em incêndios florestais há mais de um mês (foto). Depois, será o resto do Brasil, porque a reação à destruição da floresta amazônica será devastadora. As consequências econômicas dos crimes ecológicos de Bolsonaro vão levar o país para o buraco bem antes do que se imaginava.
Desde o início do seu governo, Bolsonaro cruzou os braços para a devastação da Amazônia. Mais do que isso, incentivou o cancelamento de fundos estrangeiros que ajudavam a preservar a Amazônia e demitiu o presidente do Inpe, o órgão que mede, cientificamente, o desmatamento naquela região.
O presidente e seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, foram destruindo, quase que diariamente, todo o prestígio que o Brasil conseguiu, nos últimos anos, no meio ambiente. Tribos e terras indígenas também passaram a ser ameaçadas de invasão e destruição - e o governo não esboça qualquer reação
Diante das críticas de ambientalistas, Bolsonaro mandou que eles fizessem cocô, dia sim e dia não, para evitar a poluição ambiental.
Além do profundo mau gosto da declaração, é desrespeitoso e absurdo que um presidente da República se comporte desta maneira.
Pois bem. Sem uma ação efetiva do governo no combate ao desmatamento e incêndio das florestas, na última segunda-feira (19/8) aconteceu em São Paulo o que poucos previam. A cidade ficou escura nas primeiras horas da tarde, parecendo noite, e uma chuva de água negra apavorou os paulistanos.
Foi o suficiente para que o sinal de perigo fosse aceso para todos.
Imagens de incêndios em florestas brasileiras inundaram mídias e redes sociais em todo o mundo, revelando que a Amazônia, maior floresta e principal pulmão verde do mundo, estava em chamas. A própria Nasa, agência espacial americana, registrou, por satélites, os imensos incêndios na Amazônia.
Sabe qual foi a resposta de Bolsonaro? Sem nenhuma prova, disse que ONGs ambientais eram responsáveis pelos incêndios na Amazônia.
A partir daí, todos os limites da responsabilidade haviam sido ultrapassados.
O que se viu a partir daí foi uma reação de governos ao redor do mundo pedindo sanções contra o Brasil. Emmanuel Macron, presidente da França, disse que havia uma “crise internacional” e convocou o G-7, bloco das sete maiores economias do mundo, para discutir o problema.
O presidente francês recebeu apoio imediato de vários outros países, entre eles Alemanha, Irlanda, Canadá e várias outras nações. É a reação do mundo civilizado contra a barbárie ambiental de Bolsonaro.
Já começa a se esboçar em todo o mundo um boicote a produtos agrícolas do Brasil. Se isso acontecer, serão mais milhões de brasileiros que perderão seus  empregos. E a economia do país, que tem forte peso nas exportações agrícolas, será arruinada. Ninguém compra de país que destrói sua natureza.
Tem mais. As exportações agrícolas também sofrerão com a indiscriminada liberação de agrotóxicos na agricultura, que vem ocorrendo desde o início do governo Bolsonaro. E a união comercial do Mercosul com a União Européia, que poderia representar um sopro de crescimento para a região, tende a fracassar.
Este, infelizmente, parecer ser o futuro do Brasil, com o governo Bolsonaro.
Avaliações feitas por especialistas e diplomatas é a de que a imagem do Brasil jamais sofreu tanto depois dos incêndios amazônicos e da irresponsabilidade ambiental de Bolsonaro. E já começaram a pipocar em todo o mundo os protestos contra o Brasil, diante de embaixadas e consulados de vários países.
Nesta sexta0feira (23/8), houve protestos em várias cidades brasileiras contra as barbaridades ambientais de Bolsonaro. Em São Paulo, milhares de pessoas ocuparam a avenida Paulista. Em várias outras cidades do país também houve protestos, que tendem a aumentar a partir de agora.
Em pronunciamento na TV, também na noite desta sexta, Bolsonaro disse que seu governo vai, finalmente, combater desmatamento e incêndios na Amazônia. O tiro parece ter saído pela culatra. Em várias cidades brasileiras, houve “panelaço” enquanto Bolsonaro falava na TV.  É fato que o Brasil vive uma grande crise de governo.
Faz pouco mais de seis meses que começou o governo Bolsonaro. Mas o estrago que o bolsonarismo vem causando ao país é gigantesco. E isso ocorre não só no campo ambiental, como também na esfera política, educacional,econômica, social e em muitas outras frentes da sociedade brasileira.
Com Bolsonaro, a democracia brasileira está fortemente ameaçada.E corre o risco de sucumbir.
A seguir, repercussão de mídia sobre as queimadas na Amazônia e protestos contra a política ambiental de Bolsonaro, inclusive vídeo em que ele manda ambientalistas fazerem cocô dia sim e dia não, para melhorar o ambiente.