sexta-feira, 5 de junho de 2015

São Miguel do Gostoso vive "boom" imobiliário com construção de condomínios, residências e pousadas



Por Emanuel Neri
São Miguel do Gostoso e a região de seu entorno vive atualmente um verdadeiro “boom” imobiliário. Para onde quer que se olhe, há construções de inúmeras residências e de pelo menos sete condomínios - alguns maiores, outros menores. Pousadas também estão sendo reformadas e ampliadas.
Embora não seja um número oficial, acredita-se que entre compra de terrenos e construção de condomínios, resorts, residências, além de reformas em pousadas, há investimento da ordem de R$ 100 milhões no município e região. Parte destes  empreendimentos ainda está sendo feita. Mas alguns já estão prontos.
No final da semana passada, foi inaugurado o Condomínio Monte Alegre Beach Resort. São 100 lotes em sua primeira fase, dos quais 85 já foram vendidos. Três casas já foram construídas. Seu serviço de infraestrutura conta com extensa área de lazer, três piscinas, academia e salões para eventos.
O Monte Alegre Resort pertence a um grupo espanhol, com empreendimentos na Espanha, Brasil e em outros países. Uma segunda fase do Monte Alegre Ressort será lançada mais adiante. O grupo conta com outras extensas áreas de terra na região onde  também pretende explorar como condomínios.  
Outro condomínio muito bem-sucedido na cidade é o Shambala (foto), que conta com 46 lotes que vão de 600 a 900m2. Quando concluído, contará com 74 unidades habitacionais, entre apartamentos e casas. O Shambala, onde já moram 18 famílias, conta com piscinas, quadra de tênis e completa área de lazer.
Nos planos de Anton Munik, dono do Shambala, está a construção de um segundo condomínio, o Shambala Beach, que deverá ser construído numa extensa área entre São Miguel do Gostoso e Reduto. Anton é pioneiro na construção de condomínios em São Miguel do Gostoso – mora na cidade há oito anos.
Outro condomínio em fase de construção é o Cot’Dua, que terá casas de 200m2  em terrenos que vão de 650 a 800m2. No local, já há uma casa modelo praticamente pronta. O lançamento do condomínio para vendas deve ocorrer no final de agosto. Próximo ao Cot’Dua, há outro condomínio sendo projetado.
Há ainda dois outros projetos imobiliários na região da Ponta do Santo Cristo. Um deles é o Condomínio Vila Gostoso, com dez casas de 118m2, com área de lazer e piscina. Próximo dali há o Condomínio Taka, na rua que dá acesso à Praia do Santo Cristo. São três blocos de residências – um deles já está pronto.
No bairro do Maceió, há outro condomínio, de um investidor alemão. São sete casas que vão ser construídas. Dois espaços para lojas já estão prontos na entrada do condomínio.  Outro condomínio deve ser construído entre as praias da Xepa e Maceió. O terreno, na beira da praia, já foi todo amurado.
No caso das pousadas, há reformas em várias delas, como a Mi Secreto, na praia do Santo Cristo, que está ampliando seu número de habitações, além da construção de piscina e restaurante. A Pousada dos Ponteiros também passa por processo de reforma de parte dos seus chalés.
Mas o grande empreendimento imobiliário previsto para ser feito na região é o Pure Ressort, que será construído na praia, entre São Miguel do Gostoso e Reduto. Este empreendimento pertence a um grupo canadense que já está construindo outro resort no Delta do Parnaíba, no Piaui.  
De um modo geral, os investidores acreditam no potencial e no crescimento turístico e imobiliário da cidade. Esta é a regra: se há investimento é porque há procura.
Além do turismo promissor, também pesa nesta escolha o fato de São Miguel do Gostoso ser uma das melhores praias do Brasil para a prática do kitsurf e do windsurf.
“Tudo aqui é favorável”, diz Anton, do Shambala. “Temos boa temperatura, ótima receptividade das pessoas e praia propícia para esportes”, afirma. Já Carmelo Perdomo, sócio do Monte Alegre Resort, acredita no “charme” da cidade como fator decisivo para seu crescimento.
São Miguel do Gostoso, para quem investe na cidade, tem “irresistível atração” para brasileiros e estrangeiros que querem ter residências ou outro tipo de empreendimento na cidade.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

ONU cita importante vitória do Brasil no combate à fome. 82,1% a menos de subalimentados em 12 anos



Por Emanuel Neri
Todos sabem que o Brasil vive uma grande crise econômica e política.
Mas há fatos positivos que aconteceram nos últimos anos no país para os quais não podemos fechar os olhos. E talvez o mais importante deles seja a redução da pobreza e,  consequentemente, o número de pessoas que viviam subalimentadas – ou seja, que passavam fome.
Relatório divulgado na semana passada, por um órgão das Organizações das Nações Unidas que acompanha pessoas nesta situação de risco, afirma que, entre os grandes países, o Brasil foi o que mais reduziu o número de pessoas em situação de fome: 82,1% a menos de subalimentados entre 2002 e 2014.
Esta é uma grande vitória do país. Não se pode aceitar que, com os recursos naturais que tem, o Brasil continue com parte de sua população passando fome. Não há dúvidas de que o Bolsa Família – criado no primeiro governo Lula e que teve continuidade no governo Dilma – foi o grande divisor de águas desta batalha.
Mesmo com muita gente ainda no Brasil condenando o Bolsa Família – programa do governo federal que complementa renda de pessoas mais pobres (foto acima) -, este é um fato da maior importância. O relatório chama-se "O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2015", e foi divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Divulgado na última quarta-feira (27/5), o relatório da ONU reconhece e elogia os avanços brasileiros na redução do número de pessoas em situação de fome nos últimos anos. Segundo a ONU, no mesmo período em que o Brasil reduziu sua pobreza em 82,1%, a América Latina conseguiu diminuir em  43,1% - O Brasil puxou para baixo o índice da região.
Como a população do Brasil é muito grande – mais de 200 milhões de habitantes – ainda há 3,4 milhões de pessoas subalimentadas. Só para efeito de comparação, este total de pessoas ainda em situação de fome no país representa pouco menos de 10% da quantidade total da América Latina, que é de 34,3 milhões.
“O Brasil, ao contrário de outros países do mundo, sempre foi um grande produtor de alimentos. E, mesmo assim, a população passava fome. O nosso problema não era a disponibilidade de alimentos. O nosso problema era acesso aos alimentos e à renda. E isso conseguimos alcançar com políticas públicas”, disse a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
O relatório informa ainda que o Brasil alcançou todas as metas da ONU em relação à fome. O Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) era de reduzir pela metade a fome. Já o da Cúpula Mundial de Alimentação era de reduzir pela metade os números absolutos de subalimentados.
Vejam que importante. O Brasil é um dos 29 países que conseguiram alcançar essas duas metas. O objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que está em processo de formatação, tem como meta reduzir a fome em até menos de 5% até 2030. Pois o Brasil alcançou esta meta desde 2014.
Pontos para o Brasil e para suas políticas públicas de combate à fome. Felizmente o Brasil vai deixando para trás aquela triste estatística em que era apontado como um dos países que, embora rico e possuidor de muitos recursos naturais, tinha grande parte da sua população passando fome.
Depois do Brasil, a Indonésia foi o país que mais reduziu sua fome, com 49,3%, seguido da China (36,6%). Em todo o mundo, a redução foi de 14,5%.  Mas em alguns países, como Índia, Nigéria e Paquistão, a fome aumentou. No caso da Índia, a fome cresceu em 4,9%, a Nigéria em 15,2% e o Paquistão, o país em que a fome mais aumentou, este índice foi de 20,3%.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Feirinha noturna de produtos orgânicos é opção de alimentos sem agrotóxicos em São Miguel do Gostoso



Por Emanuel Neri
Para aqueles que gostam de alimentos saudáveis, São Miguel do Gostoso já tem uma ótima alternativa. Trata-se da Feira Agroecológica que acontece a cada quinze dias, todas as quintas-feiras, sempre à noite, na rua Bagre de Caia Coco, próxima à Pousada Casa de Taipa, no bairro do Maceió. Antes do final do ano, esta feirinha passa a ser semanal.
Na feira, que acontece sempre entre 18 e 22h, você vai encontrar grande variedade de legumes e hortaliças, todos orgânicos – ou seja, produzidos sem  agrotóxico ou defensivos agrícolas. Os participantes da feira são integrantes de assentamentos agrários em São Miguel do Gostoso e municípios vizinhos.
O primeiro dia da feira foi nesta quinta-feira (28/5). A próxima será realizada na quinta-feira, dia 11 de junho. Além de verduras e legumes, você também pode encontrar grande variedade de produtos agrícolas, como frutas, feijão verde, batata doce, cocos, jerimum, macaxeira e milho.
Vejam os assentamentos rurais que já estão participando da feirinha orgânica: Antônio Conselheiro, Santa Fé, Boa Esperança e Canto da Ilha, de São Miguel do Gostoso; São Sebastião, Retiro, Quilombo dos Palmares, Colorados e Chico Mendes, de Touros; e Bom Sucesso, de Pedra Grande.
A feirinha orgânica é perfeita para o abastecimento de final de semana de residências, restaurantes e pousadas. E o melhor é que os produtos têm o mesmo preço da feira tradicional da cidade, que acontece às segundas-feiras. Apesar de estar na sua primeira versão, a feirinha orgânica já é um sucesso.
Muita gente circulava na noite da quinta-feira entre as barracas da feira. Foi tão grande a procura que alguns produtos, como feijão verde e rúcula, acabaram rapidamente. A feirinha também vende doces caseiros e bolachas típicas da região. Um sonzinho animava as pessoas que circulavam pela feira.
Os moradores da região também colaboram com a feira. No alpendre da casa de João e Meridinha, tradicionais vendedores de peixe e camarão da cidade, havia farta distribuição de milho assado na hora. Uma delícia. Outros moradores também colaboravam para o êxito da feira, que contou com 14 feirantes.
A feira é organizada pelo Idec (Instituto Potiguar de Desenvolvimento de Comunidades), que está ligado aos assentamentos da reforma agrária. Raquel Nogueira, agrônoma, que trabalha para o Idec, diz que este órgão cuida de toda a logística da feira, inclusive com o transporte dos participantes.
Mas há uma diferença entre o que se chama produtos orgânicos e produtos agroecológicos. Raquel explicou que os orgânicos são aqueles que não têm agrotóxicos. Já os agroecológicos, além de não terem agrotóxicos, são cultivados sem que haja degradação do meio ambiente e exploração da mão de obra.
Ou seja, além de não usarem agrotóxicos, os produtos agroecológicos são ecologicamente e socialmente responsáveis por não agredirem a natureza em seu cultivo nem explorarem a mão de obra na sua produção. A diferença é que os produtos orgânicos contam com certificado de qualidade.
Segundo Raquel, os produtos agroecológicos, como os que são vendidos na feirinha de São Miguel do Gostoso, tem absoluto controle de qualidade do Idec e dos agricultores de assentamentos rurais em que são produzidos. O fato é que produtos orgânicos – ou agroecológicos – são uma realidade no Brasil e no mundo.
È muito melhor você consumir um produto que não está contaminado por  agrotóxicos, que podem causar seríssimos problemas futuros para a sua saúde, inclusive câncer. Bom para São Miguel do Gostoso contar, a partir de agora, com a oferta de produtos agrícolas limpos, de qualidade, e sem riscos para a saúde.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

São Miguel do Gostoso tem plano sustentável para recuperar Praia de Tourinhos. Comitê Orla aprova



Por Emanuel Neri
Tourinhos é a praia mais linda de São Miguel do Gostoso e é considerada uma das 10 mais bonitas do Brasil.
De uns tempos para cá, Tourinhos tem sofrido sério processo de degradação. Carros e motos desrespeitam as leis do município e trafegam livremente pela praia. Barracas de venda de bebidas e alimentos, algumas delas sem a menor condição de higiene, proliferam na praia. Há lixo e resto de comida por todos os cantos.
Para evitar este rápido processo de deterioração, a Prefeitura de São Miguel do Gostoso apresentou nesta quarta-feira (27/5), durante reunião do Comitê Orla, na Câmara Municipal da cidade, o Projeto de Readequação e de Sustentabilidade da Praia de Tourinhos. Com um ou outro reparo, o projeto agradou.
Estavam presentes pousadeiros e donos de restaurantes, representados pela AEGostoso (Associação de Empreendedores de São Miguel do Gostoso), autoridades locais e representantes de ONGs. Yeda Cunha, superintendente da Secretaria do Patrimônio da União no RN, também compareceu.
Foi a primeira apresentação oficial do projeto. No próximo dia 18 de junho, haverá uma reunião mais ampla com a participação do Ministério Público, Idema (órgão de defesa do meio ambiente do RN) e Secretaria do Patrimônio da União. O objetivo é obter apoio destes órgãos para que o projeto possa ser implantado.
Sem o aval destes órgãos, fica inviável a implantação do projeto.
O Projeto de Readequação e de Sustentabilidade da Praia do Tourinhos é bom e merece ter o apoio também da população de São Miguel do Gostoso.
Muita coisa vai mudar com o projeto. A principal delas é a proibição de acesso de carros à praia. Todos os veículos que forem a Tourinhos serão obrigados a parar em um estacionamento localizado a 500 metros da praia. A partir dali, haverá uma alameda com árvores, calçada e ciclovia para se chegar à praia.
Somente ambulâncias, viaturas policiais e carros com mercadoria e de abastecimento terão acesso à praia. Os demais veículos, incluindo motos, serão bloqueados no estacionamento. Pensa-se na possibilidade de ter charretes puxada a animais para transportar pranchas e equipamentos esportivos mais pesados.
Na beira da praia, no local onde hoje existem quatro barracos de palha para venda de alimentos, a Prefeitura construirá novos quiosques de madeira, caixa d’água e banheiros. Haverá licitação para que comerciantes explorem estes quiosques. Pessoas que hoje exploram as barracas de palha que já existem ali poderão participar deste processo de concorrência e continuar no local.
Para que este projeto possa ser executado, a estrada que passa por aquela praia e que dá acesso às praias dos Morros e do Marco serão desviadas, passando por trás de uma fazenda que existe no Tourinhos. A ideia é que sejam retiradas até mesmo as pedras de piçarra da estrada que passa atualmente na praia.
Com uma ou outra sugestão de mudança para a melhoria do plano apresentado pelos arquitetos da Prefeitura, todas as pessoas presentes à reunião do Comitê Orla elogiaram o projeto. A representante do Patrimônio da União propôs uma moção de apoio do Comitê Orla ao projeto, que foi apoiada por todos.
É obrigação da Prefeitura de São Miguel do Gostoso tomar iniciativas para salvar a praia do Tourinhos – principal cartão postal do município. Mas a população também tem um papel importante nesta tarefa. Primeiro, não jogando lixo na praia e evitando andar de carro ou moto por aquela orla.
Se todos ajudarem, ainda há tempo para salvar a praia do Tourinhos. Sem a aprovação e execução do projeto apresentado pela prefeitura, a tendência é aquela belíssima praia se deteriorar ainda mais. 
E se isso acontecer, será o fim do orgulho que se tem hoje de apresentar Tourinhos como uma das praias mais bonitas do Brasil. E o turismo e a população de São Miguel do Gostoso vão perder muito com isso.