Por Emanuel
Neri
São Miguel
do Gostoso e a região de seu entorno vive atualmente um verdadeiro “boom” imobiliário. Para onde quer
que se olhe, há construções de inúmeras residências e de pelo menos sete
condomínios - alguns maiores, outros menores. Pousadas também estão sendo reformadas
e ampliadas.
Embora não
seja um número oficial, acredita-se que entre compra de terrenos e
construção de condomínios, resorts, residências, além de reformas em pousadas, há
investimento da ordem de R$ 100 milhões no município e região. Parte destes empreendimentos ainda está sendo feita. Mas
alguns já estão prontos.
No final da
semana passada, foi inaugurado o Condomínio Monte Alegre
Beach Resort. São 100 lotes em sua primeira fase, dos quais 85 já foram
vendidos. Três casas já foram construídas. Seu serviço de infraestrutura conta
com extensa área de lazer, três piscinas, academia e salões para eventos.
O Monte
Alegre Resort pertence a um grupo espanhol, com empreendimentos na
Espanha, Brasil e em outros países. Uma segunda fase do Monte Alegre Ressort será
lançada mais adiante. O grupo conta com outras extensas áreas de terra na
região onde também pretende explorar como condomínios.
Outro
condomínio muito bem-sucedido na cidade é o Shambala (foto), que
conta com 46 lotes que vão de 600 a 900m2. Quando concluído, contará com 74 unidades
habitacionais, entre apartamentos e casas. O Shambala, onde já moram 18 famílias,
conta com piscinas, quadra de tênis e completa área de lazer.
Nos planos
de Anton Munik, dono do Shambala, está a construção de um
segundo condomínio, o Shambala Beach, que deverá ser construído numa extensa
área entre São Miguel do Gostoso e Reduto. Anton é pioneiro na construção de condomínios
em São Miguel do Gostoso – mora na cidade há oito anos.
Outro
condomínio em fase de construção é o Cot’Dua, que
terá casas de 200m2
em terrenos que vão de 650 a 800m2. No local, já há uma casa modelo praticamente
pronta. O lançamento do condomínio para vendas deve ocorrer no final de agosto.
Próximo ao Cot’Dua, há outro condomínio sendo projetado.
Há ainda
dois outros projetos imobiliários na região da Ponta do Santo
Cristo. Um deles é o Condomínio Vila Gostoso, com dez casas de 118m2, com área
de lazer e piscina. Próximo dali há o Condomínio Taka, na rua que dá acesso à
Praia do Santo Cristo. São três blocos de residências – um deles já está
pronto.
No bairro do
Maceió, há outro condomínio, de um investidor alemão.
São sete casas que vão ser construídas. Dois espaços para lojas já estão prontos na
entrada do condomínio. Outro condomínio
deve ser construído entre as praias da Xepa e Maceió. O terreno, na beira da
praia, já foi todo amurado.
No caso das
pousadas, há reformas em várias delas, como a Mi Secreto,
na praia do Santo Cristo, que está ampliando seu número de habitações, além da construção
de piscina e restaurante. A Pousada dos Ponteiros também passa por processo de
reforma de parte dos seus chalés.
Mas o grande
empreendimento imobiliário previsto para ser feito na região é o Pure Ressort,
que será construído na praia, entre São Miguel do Gostoso e Reduto. Este empreendimento
pertence a um grupo canadense que já está construindo outro resort no Delta do
Parnaíba, no Piaui.
De um modo
geral, os investidores acreditam no potencial e no crescimento turístico e imobiliário da cidade. Esta é a regra: se há
investimento é porque há procura.
Além do
turismo promissor, também pesa nesta escolha o fato de São Miguel do
Gostoso ser uma das melhores praias do Brasil para a prática do kitsurf e do windsurf.
“Tudo aqui é
favorável”, diz Anton, do Shambala. “Temos boa temperatura,
ótima receptividade das pessoas e praia propícia para esportes”, afirma. Já Carmelo Perdomo, sócio do Monte
Alegre Resort, acredita no “charme” da cidade como fator decisivo para seu
crescimento.
São Miguel
do Gostoso, para quem investe na cidade, tem “irresistível atração” para brasileiros
e estrangeiros que querem ter residências ou outro tipo de empreendimento na cidade.



