sexta-feira, 11 de julho de 2014

São Miguel do Gostoso festeja emancipação política com mais três importantes conquistas para a cidade



Por Emanuel Neri
Vejam aí abaixo pelo menos três boas notícias para São Miguel do Gostoso (foto).
1)No próximo dia 15, dentro da programação pelo 21º aniversário de emancipação política local, o comando da segurança pública virá à cidade para implantar o Pelotão da Polícia Militar de São Miguel do Gostoso. Isso significa que, a médio prazo, o número de policiais da cidade vai aumentar – atualmente são 12.
2)Ainda na programação de aniversário da cidade, haverá uma série de competições esportivas. Todas elas terão prêmios, mas os mais interessantes serão os da pedalada entre Touros e São Miguel do Gostoso e o da prova ciclística entre Rio do Fogo e a cidade. Três bicicletas de primeira linha serão distribuídas.
3)O Banco do Brasil prometeu instalar novamente um posto bancário na cidade. No último dia 9, houve reunião entre a prefeita Fátima Dantas e a direção do BB no RN. A Prefeitura vai ceder prédio para o posto bancário, na avenida dos Arrecifes, onde antes funcionava a Vigilância Sanitária.
São ótimas notícias que precisam ser comemoradas.Vamos a cada uma delas:
Implantação de Pelotão
Vamos ao caso da implantação do Pelotão da PM. Ele se chamará Pelotão Turístico de São Miguel do Gostoso. Isso ocorre porque Pipa, outro polo turístico do RN, ter policiamento semelhante. A Prefeitura doou uma casa para a instalação do Pelotão. Fica nas imediações da rua Arabaiana, no Maceió (próximo ao Posto de Saúde).
Com a criação do Pelotão, São Miguel do Gostoso terá o mesmo status policial de Touros, Taipu e Maxaranguape. Todos estes pelotões são subordinados à Companhia da PM da cidade de João Câmara. No mínimo 25 policiais compõem um Pelotão. Dependendo do tamanho da cidade, o número aumenta.
O secretário da Segurança Pública do RN, Eliezer Monteiro Filho, e o comando da Polícia Militar no RN virão a São Miguel do Gostoso anunciar a implantação do Pelotão, que ocorrerá às 14h da quarta-feira (dia 15), no Iasnin, na avenida dos Arrecifes. Em seguida, haverá desfile militar pelas ruas da cidade.
Bicicletas como prêmios
Já as competições esportivas que fazem parte dos festejos de emancipação serão realizadas a partir do dia 14, segunda-feira. No dia seguinte, no início da noite, haverá pedalada entre Touros e São Miguel do Gostoso. Duas bicicletas serão sorteadas entre os participantes, que devem se inscrever na Prefeitura.
No dia 16, quarta-feira, haverá corrida de pedestres, corrida de jegue e competição de ciclismo. A competição ciclística é exclusivamente para moradores de São Miguel do Gostoso. Já a pedalada do dia anterior terá participação de moradores de Touros – uma das bicicletas será sorteada para este grupo.
A Prefeitura quer transformar São Miguel do Gostoso em uma cidade ciclística. A partir da segunda-feira, faixas serão espalhadas nas ruas com mensagens para que mais moradores adotem a bicicleta como meio de transporte e de esporte. “Pedala, Gostoso” – é o slogan da campanha que incentivará o uso de bicicletas.
Posto do BB
O posto do Banco do Brasil em São Miguel do Gostoso pode ter até dois caixas eletrônicos para saques e depósitos. A cidade está sem atendimento do BB há mais de um ano, desde que o posto anterior foi destruído por ações de criminosos. A direção do BB enviará equipe à cidade para definir a instalação do novo posto.
Um dos pedidos feitos à direção do BB pela prefeita e pela AEGostoso é que este novo posto de serviço da cidade tenha dispositivo par atender também a pessoas que têm conta em outros bancos. Há um equipamento – chamado “Banco 24 Horas” – que permite saques de todos os bancos, inclusive de contas do exterior.
O prédio que a Prefeitura disponibilizou para o posto do BB fica próximo à entrada da praia da Xepa. O posto do BB em São Miguel do Gostoso melhorará muito o atendimento de servidores da prefeitura e aposentados – além de outros beneficiários de programas do governo – que hoje se deslocam até Touros para sacar seus salários.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Emoção pegou forte e contribuiu para "apagão" que levou o Brasil ao massacre de 7 a 1 para a Alemanha



Por Emanuel Neri
E o sonho acabou. A acachapante derrota por 7 a 1 que o Brasil sofreu diante da Alemanha, nesta terça-feira (8/7), no Mineirão, em Belo Horizonte, sepultou de uma vez por todas qualquer possibilidade de o Brasil ganhar o hexacampeonato de futebol. Foi um golpe duro e muito dolorido (foto) para o Brasil.
Jamais passou na cabeça de algum brasileiro que o Brasil levaria uma goleada impiedosa da Alemanha, jogando pelas semifinais da Copa do Mundo de Futebol. E o mais grave: jogando em sua própria casa. Nem mesmo os alemães acreditavam em uma vitória tão fácil e elástica contra os brasileiros.
Foi só o jogo terminar e surgiu uma montanha de análises e críticas sobre a tragédia que envolveu o Brasil diante da Alemanha. Foi a maior diferença de gols de toda a história das Copas. E isso aconteceu contra um país que já foi cinco vezes campeão mundial, ou seja, detém o maior número de títulos em todo o mundo.
Não cabe a este blog discutir os motivos futebolísticos que levaram o Brasil a naufragar diante dos alemães. Esta tarefa fica para jornalistas especializados em futebol – e jornais, sites e redes sociais já estão entupidos de análises deste tipo. Mas me arrisco a fazer algumas avaliações sobre o jogo e suas consequências.
O Brasil tem, sim, gabarito para enfrentar a Alemanha. Desfalcado de dois de seus principais jogadores (Neymar e Tiago Silva), até previa-se um certo favoritismo alemão, mas jamais o massacre que aconteceu. Ao que tudo indica o bicho pegou mesmo foi na questão emocional dos jogadores brasileiros.
Muito jovens, e sem um comando técnico que segurasse a emoção pelo fato de a seleção estar jogando em casa, diante de uma nação inteira querendo vencer a qualquer custo, o Brasil naufragou. Pesou emocionalmente para os jogadores brasileiros a responsabilidade de ganhar em casa e fazer o povo brasileiro feliz.
Só o fator emocional é capaz de explicar o “apagão” do Brasil diante da Alemanha. Era um gol atrás do outro. Ninguém se entendia em campo.  Foram quatro gols em pouco mais de 20 minutos. O primeiro tempo já terminou em cinco a zero para os alemães. Parecia um pesadelo, mas tudo aquilo era real.
Mas a derrota do Brasil ocorreu dentro do campo. Fora do campo, o Brasil ganhou. Fez a Copa que é considerada a “Copa das Copas” pelo nível de organização, estádios cheios e simpatia dos brasileiros. Para analistas internacionais, foi a melhor Copa da história – maior número de gols marcados e grande visibilidade em todo o mundo.
Independentemente disso já apareceram oportunistas políticos que querem aproveitar a maré negativa e responsabilizar o governo federal pela derrota. É como se a presidenta Dilma tivesse responsabilidade pelo fracasso da seleção. Esta foi uma derrota do futebol brasileiro, não foi fracasso do governo brasileiro.
Mas podem esperar que vão surgir novas avalanches de críticas tentando vincular a derrota do futebol brasileiro ao governo federal. O que era responsabilidade do governo ele fez: viabilizar as belas arenas de futebol com dinheiro privado e financiamentos do BNDES e cuidar da segurança. Nisso o Brasil foi nota dez.
Faltou o futebol e o controle da emoção para ganhar em casa.
A derrota do Brasil para a Alemanha bateu lá no fundo da alma. Mas o brasileiro tem que entender que o Brasil é infinitamente maior do que seu futebol. Os valores do Brasil têm que se sobrepor a este triste momento. Uma grande nação é aquela que aprende com suas derrotas para conquistar muitas vitórias no futuro.
Nos links abaixo, comentários sobre a derrota do Brasil para a Alemanha. Entre eles há análises políticas sobre as consequências eleitorais da derrota e uma “Carta a uma Seleção Derrotada”, que é de apertar o coração de tão emocionante. Veja também entrevista de Dilma sobre a derrota.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

"O Brasil já ganhou a Copa", diz influente jornal britânico ao reconhecer êxito da Copa no país

A Copa no Brasil contribuiu para que surgisse uma série de críticas ao comportamento da mídia brasileira. Jornais e TVs foram catastróficos com a Copa. Tudo ia dar errado. As informações eram péssimas - era como se o Brasil não tivesse competência para organizar a Copa, que os estádios não estariam prontos e que havia riscos para os turistas estrangeiros no país.
Um viés político-eleitoral da mídia, segundo analistas, estava por trás deste  derrotismo que acabou também por contaminar a imprensa estrangeira.
Mas tudo isso mudou quando a bola começou a rolar. Primeiro a imprensa internacional reconheceu o excelente nível de organização em torno da Copa. A alegria do brasileiro (foto) completou a convicção de que esta é a melhor Copa de todos os tempos. Aí a mídia brasileira começou a mudar.
Uma série de artigos rolam pela Internet criticando o comportamento derrotista da mídia brasileira. Um deles é do jornalista Paulo Nogueira, do blog http://www.diariodocentrodomundo.com.br/, que analisou criticamente um artigo do jornal britânico Financial Times. O título do artigo do jornal era "O Brasil já ganhou a Copa", que reconhece enorme êxito na Copa do Brasil.
Veja abaixo o comentário do jornalista Paulo Nogueira:


"Um artigo do Financial Times circula nestes dias pela internet. O título é: “O Brasil já ganhou a Copa”.
Ao contrário de textos do FT críticos à política econômica do governo, este não é objeto de exaustiva repercussão na mídia e seus comentaristas.
Regra número 1: a mídia repercute apenas notícias negativas, numa seleção minuciosa que não admite exceções.
O artigo do FT sublinhava o que já é de amplo conhecimento: a Copa foi um triunfo.
A extraordinária surpresa se deveu menos aos fatos, em si, e mais à campanha feroz movida pela imprensa.
Num dos momentos apoteóticos dessa campanha, Jabor disse que o Brasil   mostraria sua incompetência em organizar um evento de tal magnitude.
Mesmo jornalistas de outra natureza que não a de Jabor se deixaram contaminar pelo sentimento apocalíptico. Poucas semanas antes da estreia do Brasil, depois de visitar o Itaquerão num jogo do Corinthians, Juca Kfouri previu, na ESPN, o caos.
O FT falou naquilo que todos sabem: os brasileiros são um povo encantador. O francês rosna para você. O inglês ignora você. O brasileiro sorri e dá um tapa nas suas costas.
Para os jornalistas estrangeiros, e os turistas, cobrir a Copa nas cidades com praias foi uma experiência única. “A Copa tem que ser sempre no Brasil” foi uma frase várias vezes repetida.
Também para os jogadores estrangeiros o Brasil foi, em geral, uma festa. Viralizou um vídeo em que futebolistas alemães torciam num hotel, ao lado de brasileiros, na disputa de pênaltis entre Brasil e Chile.
O ganho em termos de imagem para o Brasil é inestimável. A “publicidade” gratuita que a mídia internacional deu ao país com seus textos e vídeos não tem preço.
Não é que o Brasil tenha passado por uma metamorfose súbita na Copa. É que a mídia, já faz um bom tempo, retrata um país que não existe.
É a Banânia, uma terra da qual devemos todos nos envergonhar. Segundo a mídia, somos corruptos, somos infames, somos linchadores, somos violentos, somos canalhas, somos ignorantes.
Falta alguma coisa? Ah, sim: somos feios.
O Brasil monstruoso da mídia não é, evidentemente, uma obra do acaso. O objetivo é convencer os incautos de que, com outra administração, viraremos um paraíso, mais ou menos como o Brasil que a Globo mostrava na ditadura militar.
Ou, tirados os exageros, como o Brasil sob a ótica dos jornalistas, turistas e jogadores estrangeiros que vieram para a Copa.
O país tem desafios monumentais para se tornar uma sociedade avançada, é certo. Os extremos de opulência e miséria ainda são intoleráveis, a despeito da redução da desigualdade verificada nos últimos anos.
Um “choque de igualdade” tem que percorrer o país.
Mas não somos a Banânia da mídia.
Melhor: a Banânia está representada apenas numa área. Na própria imprensa. A mídia brasileira é, em si, a Banânia que, ardilosamente, ela finge que o Brasil é."

quarta-feira, 2 de julho de 2014

São Miguel do Gostoso dá exemplo e sai na frente no debate dos problemas com excesso de som na cidade



Por Emanuel Neri
Foi uma tarde histórica para São Miguel do Gostoso. Durante quase quatro horas, parte da população local discutiu um tema que divide a cidade: a regulamentação de regras que disciplinem o excesso de som de festas em bares, casas de show, carros de propaganda, paredões de som, além de atos religiosos.
Poucas cidades, principalmente no Nordeste, já pararam para discutir em audiência pública um tema como este. Pois São Miguel do Gostoso sai na frente e debate este tema com as partes interessadas. Poder público, jovens, empresários, representantes de igrejas – todos estavam presentes neste encontro.
A iniciativa da audiência pública para discutir o problema da regulamentação do som foi da Câmara Municipal de São Miguel do Gostoso, com apoio da Prefeitura local. Ana Marcelino, que representou o Idema – órgão ambiental do RN no evento – reconheceu o pioneirismo da cidade neste tipo de debate.
“Esta questão do som afeta todos os 167 municípios do Rio Grande do Norte. Seria ótimo se todos estes municípios estivessem discutindo, como São Miguel do Gostoso, um tema que interessa ao Idema e a todo o Estado”. Polícia Militar, AEGostoso, ONGs e outros órgãos também estavam presentes para discutir limites para o som.
A legislação sobre o excesso de som é federal – ou seja, vale para todo o Brasil, das grandes cidades às pequenas cidades, como São Miguel do Gostoso. Mas os municípios podem legislar sobre horários permitidos para estas festas, bem como sobre a liberação de alvarás que permitem a realização destes eventos.
Tudo foi discutido nesta audiência pública. Um das pessoas inscritas para falar abordou a questão de músicas impróprias para menores – geralmente usadas em paredões de som. Este tipo de música estimula a sexualidade de crianças e jovens, podendo leva-las a situações de risco de exploração sexual.
Na audiência pública de ontem, com alguns momentos de discussão mais acalorada, mais uma vez tentou-se atribuir a pousadas campanha para acabar com festas tradicionais de São Miguel do Gostoso. Isso não é verdade. As pousadas jamais defenderam o fim de festas populares (foto), como Carnaval e festa do padroeiro.
O que ocorre é que, como toda a cidade que cresce, São Miguel do Gostoso precisa criar regras para que não haja abuso de som na cidade. Está provado que o som em excesso causa problemas de saúde, em especial em idosos e crianças. E há pessoas que preferem descansar em vez de passar a noite em festas. É direito delas.
São Miguel do Gostoso é uma cidade turística. Algumas das pousadas estão próximas a espaços que usam o som até mais tarde – em especial as que estão localizadas nas praias da Xepa e do Maceió. E este é um motivo de reclamações. Mas a população local também reclama muito do excesso de som de bares, carros e casas de shows.
É muito bom que São Miguel do Gostoso realize audiência pública para discutir a regulamentação de atividades que propagam som. Por isso, a palavra que mais se ouviu, na discussão desta terça-feira, foi “consenso e bom senso”. Este é o caminho para que a questão seja resolvida sem que haja radicalizações.
Foi dado o primeiro passo. A partir de agora, Prefeitura e Câmara Municipal vão discutir a regulamentação do som em comissão criada com este fim. Leis federais e estaduais vão ser discutidas – a ideia é, a partir daí, achar-se um denominador comum que contemple todas as partes interessadas neste polêmico tema.