quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Só uma minoria radical desrespeita leis que regulam som alto, que incomoda e afeta a saúde da população




Por Emanuel Neri
Sempre que se aborda a questão do barulho excessivo em São Miguel do Gostoso, há uma gritaria de setores que não admitem discutir nenhum tipo de regulação e restrição ao abuso do som alto de carros, bares e casas de shows.
Mais do que isso, estas pessoas não admitem sequer respeitar as leis federais, que determinam o controle de som para não incomodar pessoas e evitar problemas sérios de saúde. O som alto pode causar surdez, além de sérios problemas neurológicos.
Esta é uma visão bastante atrasada e não está em sintonia com uma cidade que quer se desenvolver respeitando todos os segmentos sociais. Está em jogo o direito de quem quer preservar a saúde e não quer ser molestado com o barulho provocado pelos outros.
Qualquer cidade que queira ser civilizada tem que conviver com os direitos da cidadania. Com todo o respeito que se deve ter à cultura local, sempre festiva – o que é positivo -, há que se respeitar o direito daqueles que querem sossego e viver de forma saudável.
Quanto mais o tempo passa, mais a sociedade evolui. Os direitos civis e individuais passam a ser respeitados muito mais do que antes. É assim com a defesa das minorias, como negros e gays. É assim também em relação aos direitos das mulheres.
Era muito comum no Brasil mulheres serem espancadas pelos maridos. Hoje tem a lei Maria da Penha, que pune severamente quem agride as mulheres. Foi assim também na condenação a pessoas que maltratam animais.
Não faz muito tempo, qualquer pessoa tinha – para citar mais um exemplo - o direito de fumar em avião.
Quem tivesse vontade de fumar em um vôo, acendia seu cigarro e fumava, tranquilamente. Não respeitava o direito de quem estava ao seu lado e não queria respirar a fumaça - altamente tóxica - do cigarro do vizinho.
Se alguém fizer isso hoje, é imediatamente obrigado a apagar seu cigarro – se insistir em fumar, será entregue à polícia e será preso na próxima escala do avião. É assim que os costumes evoluem, respeitando-se o direito coletivo.
Hoje muitas cidades já proíbem fumar em qualquer ambiente fechado, com exceção da própria casa do fumante. No Brasil, fumar em ambiente fechado já é lei, embora em alguns Estados, lamentavelmente, a lei ainda não funcione.
Em São Paulo e no Rio, como em outras cidades, é terminantemente proibido fumar em bares, restaurantes, boates e qualquer tipo de escritório e repartição. Da mesma forma que há inúmeras outras restrições que antes eram permitidas.
Por exemplo: em muitas cidades, qualquer bar que vender bebida alcoólica a menores será multado e corre o risco de ter suas portas fechadas. Assim também é em relação ao som. Casas que abusam do som alto são severamente punidas.
Não se pode permitir que o som abusivo – seja de caixas acústicas de carros, de bares e casas de show – cause danos e incomode as pessoas. Por ser prejudicial à saúde, o som alto é punido por lei federal, em todo o país. Resta às cidades se adaptarem a estas regras.
São Miguel do Gostoso não pode fugir a esta lei – e a suas regras. E a lei tem que valer para todos -sejam pobres, ricos, nativos ou pessoas que vieram morar na cidade. Todos devem viver em harmonia, respeitando o direito dos demais.
Há um calendário de festas em São Miguel do Gostoso em que shows e grandes festas podem ser realizados até mais tarde. Isso acontece no Carnaval, festas do padroeiro e da emancipação da cidade, além do ano novo.
A cidade tem que se adaptar a costumes e hábitos civilizatórios – e é por isso que existe este calendário, criado pelo Ministério Público e validado pelo Judiciário.
Em outras épocas do ano, determina a lei que casas de shows e bares têm que se adaptar acusticamente, para poderem realizar suas festas. E os carros devem respeitar os limites de som e de horários para não causar transtorno à população. 
É assim que fazem as cidades que querem crescer com educação e civilidade.
E a grande maioria da população de São Miguel do Gostoso manifesta vontade  de seguir a rota da civilidade e dos bons costumes, respeitando o direito de crescer e viver pacificamente de forma coletiva, respeitando a todos.
Só uma minoria insiste em ser contra estes princípios.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Continuam os abusos com som alto nas ruas de São Miguel do Gostoso; alô Ministério Público e Polícia!


Por Emanuel Neri
Tudo bem que estamos em período eleitoral, quando normalmente a cidade fica mais barulhenta e agitada. Mas o barulho nas ruas de São Miguel do Gostoso – de dia e de noite – está de rachar cérebros e ouvidos de qualquer um.
O dia todo passa carros de som de candidatos pelas ruas. O som é ensurdecedor. Será que os candidatos a prefeito/a não poderiam emitir sinais de civilidade e respeito e moderar um pouquinho o volume de seus carros de som?
Engana-se o candidato/a que acha que conquista votos no grito que saem de seus alto-falantes. Parte da população está enjoada com esta maluca campanha eleitoral e já emite sinais de que não vota em quem abusa de sua inteligência e de seus ouvidos.
Além do som dos candidatos, os próprios moradores estão abusando do volume das caixas de som de seus carros. No sábado (8) à tarde, uma caminhonete do Saul – do frango assado – estourava os ouvidos de quem estivesse por perto.
A caminhonete do Saul estava estacionada próxima à entrada da praia da Xepa. O pior é que, além do volume altíssimo, suas caixas de som estavam estouradas. Não há ouvido humano que suporte aquele ruído que entra cabeça a dentro.
O pior é que este tipo de abuso está se espalhando na cidade. Na madrugada do domingo (9), um veículo com caixas de som em volume altíssimo estacionou na praça dos Anjos, no Maceió. Quem mora por perto, não conseguiu mais dormir.
Os abusos estão por toda parte. Na sexta (7) à noite, um bar da avenida dos Arrecifes, no Maceió, pôs caixas de som do lado de fora, com som altíssimo. Restaurantes e outros bares da vizinhança ficaram às moscas.
Embora a cidade estivesse cheia de turistas, ninguém se arriscou a entrar em bares e restaurantes com aquele barulho infernal. Resultado: estes estabelecimentos tiveram prejuízos porque não venderam absolutamente nada.
Vocês acham isso correto?
E a casa de show da Clésia, na entrada da praia da Xepa, continua barbarizando com seu som altíssimo, que deixa parte da cidade acordada, a noite toda, sem poder dormir. O Ministério Público e a Polícia precisam tomar providências.
Clésia já foi condenada pela Justiça por abuso de som alto. E agora ela se sente acima das leis. Como é candidata a vereadora, uma se suas propostas é fazer, se eleita, bailes e shows todas as noites, com o som explodindo de alto.
Na cabeça da Clésia, é ela quem vai fazer as leis, se eleita. Ignora que as leis que disciplinam e proíbem som abusivo – que causam danos à saúde da população - são federais. A casa noturna de Clésia é aberta, sem nenhuma proteção acústica.
E o pior é que a casa noturna da Clésia fica a menos de 100 metros do principal posto de saúde da cidade – agora em reforma -, onde há doentes. Também fica próximo a uma escola municipal e a duas igrejas – uma católica e outra evangélica.
Ninguém quer interferir no direito de Clésia fazer suas festas – nem no direito das pessoas se divertirem nestas festas. Mas sua casa tem que cumprir as leis do país, fazer adaptações acústicas, para não incomodar vizinhos que ficam acordados à noite, sem poder dormir.
Em tempo: o bar e batataria Spaço Mix também precisa encontrar urgentemente uma solução para realizar suas noitadas sem incomodar seus vizinhos. O barulho alí está passando dos limites - e o horário de encerramento, 1 hora da manhã, não está mais sendo cumprido.Tem que se adequar acusticamente, para evitar maiores problemas.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Em São Miguel do Gostoso, usuários podem fazer ligações gratuitas de orelhões para telefones fixos


Por Emanuel Neri
Você sabia que São Miguel do Gostoso está incluído entre os 63 municípios do Rio Grande do Norte nos quais as ligações fixo-fixo a partir de orelhões (foto) podem ser feitas de forma gratuita até 31 de outubro deste ano?
É que São Miguel do Gostoso faz parte dos 2020 municípios em todo o país em que a Oi foi punida pela Anatel – a Agência Nacional de Telecomunicações – devido ao péssimo serviço que vem sendo prestado por esta operadora.
O serviço de telefonia é uma concessão do governo federal. Isso significa que, se a operadora não prestar um bom serviço aos usuários, ela pode ser punida pela Anatel -em 742 municípios a ligação gratuita vai até 31 de dezembro deste ano.
E foi exatamente isso o que aconteceu. A Oi não cumpriu as metas do Plano de Revitalização da Telefonia de Uso Público, que é feita pelos chamados orelhões. A Oi tem que cumprir também a densidade de orelhões por habitantes.
Em todos os municípios brasileiros, esta densidade é de quatro orelhões para cada grupo de mil habitantes. Neste caso, a Oi também foi punida por não cumprir esta meta. Tem também o problema dos orelhões quebrados.
Em 2011, a Anatel exigiu que cada concessionária de telefonia fizesse um plano de vistoria e reparo dos orelhões. Exigiu que a Oi –e a Telefônica, que atende o Estado de São Paulo – aplicasse R$ 205 milhões na recuperação de orelhões.
Como este plano de melhoria não foi cumprido, o governo federal exigiu que a Anatel punisse a Oi. Com exceção de São Paulo, que é atendido pela Telefônica/Vivo, a Oi atende a todos os demais Estados brasileiros.
Então, aqui em São Miguel do Gostoso as ligações fixo-fixo estão liberadas nos orelhões. Teste os orelhões. Não precisa utilizar o cartão de telefones. Se o orelhão não funcionar, ligue para a Anatel, pelo telefone 1331, ou via Internet.
Cabe ao usuário fiscalizar os serviços das operadoras de telefonia – fixa e móvel. Se este serviço não funcionar, acione a Anatel. É obrigação das concessionárias de telefonia prestar um bom serviço ao usuário. Se não fizer isso, serão punidas.
Veja, nos links abaixo, abaixo mais informações sobre a punição da Oi, bem como informações sobre como fazer reclamações sobre o mau serviço de operadoras de telefonia fixa e celular.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Minoria de São Miguel do Gostoso tem preoconceito com pessoas de fora que escolhem cidade para viver


Por Emanuel Neri
A grande maioria da população de São Miguel do Gostoso é generosa com as pessoas que escolheram a cidade para viver e trabalhar. Mas há uma minoria com visão muito estreita que acha que a cidade é apenas para quem nasceu nela.
É comum você ver comentários de leitores neste blog tratando estas pessoas de fora com enorme desrespeito. O que mais se ouve é que as pessoas de fora querem interferir na cultura de São Miguel do Gostoso e que, para evitar isso, deveriam voltar para as suas cidades.
Além de desrespeitoso, trata-se de uma visão absolutamente preconceituosa. Historicamente, o Brasil sempre foi aberto para migrações internas e externas. Veja o caso dos nordestinos e das comunidades estrangeiras que vivem em São Paulo.
Além de São Paulo, outras partes do Brasil abriram os braços para estrangeiros, como é o caso das comunidades alemã e italiana do sul do país. São Paulo é a cidade com o maior número de japoneses, depois de Tokio, capital do Japão.
No Brasil também existe uma enorme comunidade de árabes, espanhóis e portugueses. Isso sem se falar na população de origem afro-brasileira, cujos ancestrais vieram para o Brasil, como escravos, na época da colonização.
Originário do Brasil só existe mesmo a população indígena. Foi preciso que o Brasil abrisse suas fronteiras a outros povos e mesclasse sua população, para encontrar o caminho do desenvolvimento. As grandes nações crescem assim.
Mas em São Miguel do Gostoso tem uma minoria que prefere nadar contra a corrente. São pessoas xenófobas – aquelas que odeiam quem vem de fora – e muito preconceituosas. São agressivas com os que escolheram a cidade para viver e trabalhar.
Este grupo, felizmente em minoria, geralmente é identificado a uma corrente política que existe na cidade. São as pessoas do contra, de mente fechada, rudes e ignorantes. Consideram os de fora excludentes – se tivessem poder os expulsaria da cidade.
O comportamento desta gente é muito semelhante às minorias européias que discriminam e erguem barreiras contra estrangeiros, especialmente se forem pobres e negros. O nazismo eliminava fisicamente os que não eram semelhantes a eles.
Pois esta minoria de São Miguel do Gostoso precisa entender que a cidade se desenvolveu graças ao esforço de todos – da população nativa e dos que vieram para a cidade, para morar e fazer investimentos, especialmente no turismo.
Os mais velhos devem se lembrar o que era São Miguel do Gostoso antes da descoberta do turismo. Tratava-se de uma beira de praia linda, mas com uma economia pobre, vinculada a uma pesca artesanal e a uma agricultura rudimentar.
Foi o turismo quem impulsionou o desenvolvimento de São Miguel do Gostoso. Além de renda e empregos, tornou a cidade conhecida tanto no Brasil como no exterior. Apesar disso, sempre têm as vozes do atraso contrárias a quem é de fora e ao turismo.
Este blog está cheio de comentários raivosos contra proprietários de pousadas e pessoas de fora que moram na cidade. Agora pergunte à maioria da população de que lado ela está: se do lado do preconceito ou do desenvolvimento.
Na verdade, além do preconceito, quem age assim também carrega consigo grande carga de infelicidade e uma enorme dificuldade de conviver pacificamente com pessoas que, embora de fora, têm os mesmos direitos de quem nasceu na cidade.
Veja, abaixo, links para entender manifestações xenófobas e preconceituosas.

domingo, 2 de setembro de 2012

Candidatos têm que ter proposta especial para desenvolver turismo de São Miguel do Gostoso


Por Emanuel Neri
O turismo é hoje um dos motores do desenvolvimento de São Miguel do Gostoso. Alguma dúvida? A atividade turística na cidade gera renda e empregos. O turismo produz pelo menos 500 empregos diretos e mais de mil indiretos. A cidade tem 6 mil habitantes.
São mais de 50 pousadas, cerca de 50 restaurantes e bares – ou locais onde se pode comer. Transporte, pesca, agricultura e todo o comércio é beneficiado pela atividade turística. A cada ano, cresce mais ainda esta cadeia produtiva.
Olhem em torno de cada um de vocês. Não há praticamente uma única família de São Miguel do Gostoso que não tenha uma ou outra pessoa trabalhando diretamente no turismo local. Dúvidas sobre o beneficio trazido pelo turismo?
Se não há dúvidas, o turismo da cidade precisa ser encarado com a devida atenção dos órgãos públicos. Por exemplo: agora que estamos em ano eleitoral, quais são as propostas dos candidatos para impulsionar o turismo?
O que Fátima Dantas (PMDB) e José Renato propõem em seus programas de governo para consolidar o turismo como uma atividade de maiores e melhores resultados para a cidade? Há uma extensa pauta do setor que precisa ser vista.
Vamos às questões que podem impulsionar nosso turismo. A segurança pública, por exemplo, é fundamental para que a atividade turística prospere. Até agora as iniciativas neste setor tem sido mais do setor privado do que da Prefeitura.
E a coleta de lixo, especialmente na praia?  E a manutenção dos quiosques de praia? E o trânsito nas praias urbanas da cidade, que põe em risco não só a vida dos turistas como da população local de um modo geral?
Tem muito mais o que o futuro governante da cidade pode fazer pelo turismo. Cuidar melhor das praças e ruas, fazer a manutenção da iluminação pública,  preservar o meio ambiente, resgatar a memória e a cultura da cidade.
Mas tem também outras questões que, quando é abordada, o mundo parece que vai desabar. É a questão do disciplinamento do som -de casas de shows, de carros e residências -, que não respeitam os limites razoáveis do ouvido humano?
A questão do som é muito séria em São Miguel do Gostoso. Ninguém é contra as manifestações culturais e populares. É importante que haja festas para que a população se divirta. Mas tem que ser feito com limites de horário e de intensidade de volume do som.
O perfil do turista que vem a São Miguel do Gostoso é a de praticantes de kit e windsurfe, além de pessoas que procuram a cidade para descansar e usufruir da sua exuberante beleza natural, como praias e dunas.
Ninguém que vem a São Miguel do Gostoso quer passar noites em claro por causa de som alto de bar ou de casa de show. Quando isso ocorre, a cidade perde muito. É importante, portanto, que o poder público discipline esta questão.
Se as autoridades locais que serão eleitas agora em outubro – prefeito (a) e vereadores (as) – querem ver o turismo crescendo, têm que cuidar do disciplinamento do som. Se isso não for feito, o turismo vai para o buraco.
Para o turismo, evitar o abuso de som alto é tão importante quanto cuidar da segurança pública, do lixo, das estradas que dão acesso à cidade, do abastecimento de água, da saúde, da educação e do embelezamento da cidade.
A atividade turística de São Miguel do Gostoso é importante e também vota nas eleições. Se os candidatos que disputam as próximas eleições querem conquistar este setor, então têm que apresentar propostas claras para a melhoria do turismo.
Este espaço neste blog está aberto para que os candidatos à eleição de outubro digam o que pretendem fazer para incrementar mais ainda o nosso turismo.
Vejam, abaixo, links com uma série de posts do noBalacobaco que dizem respeito ao desenvolvimento turístico e econômico de São Miguel do Gostoso.