segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Veja aqui os diversos cenários sobre a disputa para a Prefeitura de São Miguel do Gostoso na eleição/2016



Por Emanuel Neri
A eleição municipal de 2016 em São Miguel do Gostoso ainda está distante, mas já há diversas especulações políticas em torno de quem vai disputar a sucessão local.
Vejamos as alternativas e cenários para 2016:
1)A atual prefeita, Fátima Dantas (foto), vai concorrer a um novo mandato?
2)O vereador José Jubenick (PT), que teve a maior votação para deputado estadual este ano no município, vai se candidatar a prefeito?
3)O ex-prefeito Miguel Teixeira – ou sua mulher, Elba - vai querer se candidatar para que seu grupo volte ao comando da Prefeitura?
4)Renato de Doquinha, que perdeu para Fátima Dantas em 2012, pretende se candidatar novamente?
São estas as possibilidades que São Miguel do Gostoso tem para a eleição de 2016. Um ou mais destes cenários pode acontecer.
A disposição ou não da prefeita Fátima Dantas de disputar um novo mandato vai ser decisivo para clarear o quadro da sucessão em 2012. E se ela não quiser ser candidata, vai apoiar alguém? Quem ela poderia apoiar - Seu vice, Paulo Roberto, ou uma saída mais política, com um eventual apoio a Jubenick?
E se Fátima, num cenário mais improvável, optar por apoiar Miguel, de quem foi vice-prefeita na administração anterior?
Fátima Dantas está fazendo uma razoável administração. Ela pôs ordem na casa, em especial na área de serviços, como a coleta de lixo. Ela também adotou medidas para proibir o trânsito na praia e conseguiu, via governo estadual, restaurar a rodovia 221, que liga São Miguel do Gostoso a Natal pela BR-101.
A atual prefeita também reestruturou a área de saúde, com mais médicos e melhor atendimento à população. O esquema de segurança também recebeu atenção especial, o mesmo ocorrendo com as obras na entrada principal da cidade, que estavam em situação crítica quando ela assumiu.
Fátima também estabeleceu parcerias com as empresas de energia eólica para benefícios no município. Um destes acordos foi para refazer a estrada que liga São Miguel do Gostoso à cidade de Parazinho. Apesar da insatisfação de setores da oposição, há sinais de melhoria em vários pontos da atual administração.
Para escrever sobre 2016, este blog tentou falar com todos os atores envolvidos. Mas conseguiu falar apenas com Jubenick. E o vereador mostrou que tem pé no chão: “Não me arrisco a dizer o que vai acontecer em 2016. Temos disposição de ser cabeça da chapa, de sair como vice ou renovar nosso mandato na Câmara”.
Jubenick é quem saiu mais fortalecido da eleição de 2014. Além da expressiva votação para deputado, ganhou com a eleição de Fátima Bezerra (PT) ao Senado e deve também ganhar com a provável eleição de Robinson Faria (PSD), para governador, apoiado pelo PT. Mas Jubenick prefere não abrir ainda o jogo.
E Renato de Doquinha, como fica? Na eleição de 2014, ele enfrentou um “racha” com o vereador Márcio Neri, um dos poucos que o apoiavam na Câmara – só ficou com o apoio de Clésia. A briga foi tão feia que, segundo informações, os dois foram parar na polícia devido a acusações de um contra o outro.
Não há dúvidas de que este “racha” dificulta o caminho de Renato para 2016.
E há informações de que, depois da briga com Renato, Márcio Neri se aliou ao ex-prefeito Miguel. Se isso ocorrer mesmo, fortalece a candidatura de Miguel ou de sua mulher, Elba. É que há rumores de que Miguel talvez prefira a candidatura de sua mulher, que foi sua secretária na administração anterior.
São estes os cenários de 2016 para São Miguel do Gostoso.
Este blog continua à disposição para ouvir a opinião dos demais envolvidos no quadro sucessório, com os quais não conseguir falar até agora.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Dilma e Aécio subiram o tom no debate do SBT. Para jornalista, é importante que eleitores saibam de tudo



Por Emanuel Neri
Com os debates eleitorais na TV atingindo a temperatura máxima (foto), como nesta quinta feira no SBT, o noBalacobaco considera  importante reproduzir texto do jornalista Paulo Nogueira, do portal de notícias Diário do Centro do Mundo (http://www.diariodocentrodomundo.com.br/).
Este é um momento importantíssimo da história política do Brasil. Está em jogo saber quem vai governar o Brasil a partir de 2015 – se a atual presidenta, Dilma Rousseff (PT), ou seu opositor, Aécio Neves (PSDB).
Por isso é importante os leitores do noBalacobaco tomarem conhecimento da opinião de um importante jornalista sobre este momento , bem como sentir a temperatura da campanha eleitoral e dos debates na TV.
A seguir, o relato de Paulo Nogueira:
“Primeiro que tudo, acho importante que haja agressividade em debates presidenciais, e que questões pessoais sejam trazidas à discussão.
É o interesse público que está em jogo. A sociedade tem que conhecer melhor cada candidato.
O pior cenário, para os cidadãos, seria uma conversa de lordes ingleses, com elogios mútuos e protocolares em meio a goles de chá.
Por isso dou nota elevada ao debate de hoje no SBT. Onde alguns viram baixaria enxerguei a tensão, a eletricidade, a adrenalina dignas de uma disputa presidencial.
A grande diferença entre Dilma e Aécio esteve no conteúdo da agressividade.
Aécio fez o que sempre faz. Pediu generosidade quando jamais é generoso. Pediu respostas quando ele invariavelmente tergiversa. Pediu sinceridade quando é cínico em regime de tempo de integral. Pediu humildade quando é arrogante a ponto de falar em nome dos brasileiros.
Num momento de descaro abissal, comparou o caso do irmão de Dilma ao time de parentes aos quais ele dá altos cargos públicos quando pode.
Uma rápida pesquisa mostra que Igor Rousseff foi assessor do prefeito petista Fernando Pimentel, de Belo Horizonte.
Depois disso, nunca ocupou cargo público nenhum. Disse o Globo, o insuspeitíssimo Globo, num perfil de 2011: “Quem não conhece o Igor não fica sabendo nunca que ele é irmão da presidente. Morre de medo de pensar que quer tirar proveito disso.”
Pois Aécio quis tirar proveito disso.
Não há termo de comparação entre o caso da irmã de Aécio e o caso do irmão da Dilma. Mas fingiu – nisto ele é mestre – que são coisas iguais.
Andrea Neves ocupou sob Aécio um cargo – ainda que formalmente não remunerado – que dava a ela o comando das verbas publicitárias estaduais.
Sabe-se, porque a Folha enfim resolveu investigar um pouco o candidato tucano, que o governo de Aécio colocou dinheiro público nas rádios da família.
É, em si, uma indecência. Isso piora quando, numa afronta brutal ao conceito de transparência tão citado por Aécio, ninguém informa quanto foi o dinheiro público investido nas rádios.
E não é apenas Andrea. É o cunhado, são primos, agregados – em funções muitas vezes de mando.
Meritocracia?
Só se for pela ótica de quem, aos 25 anos, foi nomeado diretor da Caixa Econômica Federal pelo mérito de ser neto de Tancredo Neves.
Aécio não surpreende. A cada debate, ele faz mais do mesmo.
Dilma, ao contrário, surpreendeu ao adotar o mesmo tom de Aécio. Ou quase o mesmo: Aécio a chamou de mentirosa várias vezes e Dilma disse o mesmo uma ou duas.
Onde ela avançou em relação ao primeiro debate: não deixou que certos assuntos sumissem da discussão.
O aeroporto de Cláudio é o maior exemplo. Aécio fala, tergiversa, se desvia – mas não consegue dar uma única explicação convincente para o aeroporto de uso privado construído com dinheiro público.
Jornalistas de Minas disseram que essa história já era conhecida nas redações. Mas ninguém publicava pela censura que, na prática, Andrea Neves comandava para proteger o irmão de notícias desfavoráveis.
Eis o conceito de liberdade de expressão de Aécio.
Para quem lida com palavras como eu, irritou particularmente a manipulação de Aécio ao usar uma frase de Dilma que, supostamente, seria um incentivo à corrupção.
O significado da frase é o seguinte: todo mundo pode cometer corrupção.
É uma verdade verdadeiríssima. Ninguém está acima às tentações que o poder e a sensação de impunidade trazem, como mostra o próprio episódio do aeroporto de Cláudio.
A questão é fiscalizar e punir.
Neste sentido, o PSDB – dos votos comprados para a reeleição de FHC às propinas do Metrô de SP – não tem muita coisa a dizer.
No debate, Aécio voltou a afirmar que não havia evidências de nada nos casos de corrupção do PSDB.
Hoje mesmo, viralizou na internet o depoimento do jornalista Fernando Rodrigues, da Folha, autor do furo em 1997 sobre a compra de votos.
“Não eram evidências”, disse ele. “Eram provas.” Ninguém investigou – incluída, como lembra Rodrigues, a mídia. Como FHC era presidente, e amigo dos donos da mídia, entendeu-se que não era assunto a compra de votos para que ele pudesse se reeleger.
Como Lacerda, Aécio fala em “mar de lama” olhando para o outro. Ambos deveriam, no entanto, olhar para o espelho.”

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Pesquisa no RN mostra favoritimo de Robinson sobre Henrique; para presidente, Aécio e Dilma empatados



Por Emanuel Neri
Por esta quase ninguém esperava. A primeira pesquisa Ibope no segundo turno para o governo do Rio Grande do Norte indica favoritismo de Robinson Faria (PSD) sobre Henrique Alves (PMDB). Se a eleição fosse hoje, Robinson teria 54% dos votos válidos contra 46% de Henrique. Nos votos totais, Robinson tem 45% e Henrique, 38%.
Se este resultado for mantido até o dia 26 de outubro, data da eleição, Robinson Faria deverá ser o próximo governador do RN. O resultado surpreende porque Henrique Alves sempre foi apontado como favorito. Agora tudo indica que o todo-poderoso presidente da Câmara dos Deputados vai perder a eleição.
E o pior para Henrique é que sua rejeição não para de crescer – 47% dos eleitores não votam nele de jeito nenhum. A rejeição de Robinson é bem menor, de 35%. Com tamanha rejeição, há risco alto de Henrique perder a eleição.
Esta eleição tem uma história curiosa. Henrique tinha tudo para ter sido eleito no primeiro turno, se não tivesse puxado o tapete da deputada Fátima Bezerra (PT), que era a candidata na sua chapa para o Senado. Mas Henrique trocou Fátima pela ex-governadora Wilma de Faria (PSB), que era candidata ao governo.
Henrique fez isso para limpar o terreno de sua candidatura a governador. Sem Wilma concorrendo ao governo, ele teria tudo para se eleger ao governo – e ainda por cima elegeria Wilma para o Senado. Deu tudo errado na estratégia de Henrique. Sem o apoio do PMDB, Fátima se aliou a Robinson (foto), fortaleceu o candidato do PSD, e se elegeu senadora.
Passada a eleição de 5 de outubro, em que Fátima teve uma expressiva votação e derrotou Wilma por grande margem de votos, a petista continuou puxando o voto em benefício de Robinson. Deu no que deu. Robinson cresceu, superou Henrique, e agora é favoritíssimo para se governar o RN a partir do próximo ano.
Neste episódio, em que Henrique deu uma rasteira na deputada petista e na aliança do PT com o PMDB, trocando Fátima pelo apoio a Wilma, fica um ensinamento que costuma ocorrer em política. Neste caso, costuma-se dizer que, quando a esperteza é muito grande, acaba por engolir o esperto.
Foi o que aconteceu com Henrique. Se ele tivesse mantido a aliança com Fátima, que vinha sendo costurada há muito tempo com o próprio Henrique e com as  liderança do PMDB potiguar, Henrique estaria hoje eleito governador.
Mas parece que a esperteza de Henrique não tem limites.
Agora ele ensaia apoio ao presidenciável Aécio Neves (PSDB), adversário de Dilma Rousseff (PT), que é apoiada pelo PMDB – o vice da petista, Michel Temer, é do mesmo partido de Henrique. Mas Henrique nunca morreu de amores por Dilma e, agora, embarcar na canoa de Aécio para tirar proveito, caso ele seja eleito.
Na sucessão presidencial, continua o equilíbrio entre Aécio e Dilma. Pesquisas Datafolha e Ibope divulgadas nesta quarta (15/10) indicam novo empate entre os dois, mas numericamente com o tucano à frente: Aécio 51%, Dilma 49% dos votos válidos (45% a 43% respectivamente nos votos totais).
Outra pesquisa divulgada durante esta semana, do instituto Vox Populi, também dá empate, só que com os números invertidos - 51% para Dilma e 49% para Aécio.
Mas há mais sinais negativos para Aécio do que para Dilma. Segundo o Datafolha, a rejeição do tucano subiu quatro pontos deste a última pesquisa, divulgada no dia 9/10, passando de 34% para 38%. A rejeição de Dilma caiu de 43% para 42%. Mais: continua subindo a aprovação ao governo Dilma, que chegou a 40%.
No primeiro turno, Aécio foi poupado pela candidata do PT, que direcionou seu foco para Marina Silva, que até então ameaçava mais a petista do que o tucano. Agora a história é outra. Aécio foi para o segundo turno e há uma enxurrada de críticas e acusações feitas a ele na campanha da petista e nas redes sociais.
Prova de que a estratégia adotada pelo PT de desconstruir o tucano está dando certo. Tem mais: o Datafolha constatou que o apoio de Marina Silva a Aécio está atrapalhando mais do que ajudando. Subiu de 13% para 23% o índice de eleitores que dizem não votar em Aécio depois que Marina declarou apoio a ele.
Abaixo, links com resultados das pesquisas no RN e para presidente, além de outros enfoques sobre o impressionante equilíbrio na disputa presidencial, inclusive o fato de apoio de Marina a Aécio está atrapalhando o tucano.