segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Eleição para o governo e Senado no RN promete ser equilibrada. Fátima Bezerra pode se eleger senadora



Por Emanuel Neri
Aquilo que parecia fácil, agora estar se complicando. Desde o início da campanha eleitoral no Rio Grande do Norte, parecia que o deputado Henrique Alves (PMDB) daria um passeio sobre o vice-governador Robinson Faria (PSD). No caso do Senado, Wilma Faria (PSB) parecia favorita sobre Fátima Bezerra (PT).
Pois todo este cenário parece estar mudando. As últimas pesquisas eleitorais indicam uma aproximação de Robinson Farias do até então favoritíssimo Henrique Alves. Para o Senado, a disputa vai ser emocionante. Fátima (foto) já lidera intenções de votos nos dois principais colégios eleitorais do Estado – Natal e Mossoró.
Na próxima quinta-feira (28/8), a InterTV Cabugi, filiada à Rede Globo no RN, vai divulgar nova pesquisa do Ibope. O melhor é esperar para checar estes cenários. Mas, a levar em consideração as últimas pesquisas feitas pelo Instituto Seta, há uma tendência de maior equilíbrio entre Henrique e Robinson.
No caso do Senado, acredita-se até mesmo em uma ultrapassagem de Fátima Bezerra sobre a ex-governadora Wilma de Faria. Nas últimas eleições, Fátima foi a deputada federal mais votada no RN. É uma das principais interlocutoras do RN junto ao governo Dilma e tem forte liderança em todo o Estado.
Já Wilma de Faria tem a desvantagem de ter alto índice de rejeição, puxada principalmente pelo envolvimento de um dos seus filhos, Lauro Maia, em processo de corrupção durante o governo da mãe. O filho de Wilma foi preso pela Polícia Federal e mais recentemente foi condenado pela Justiça a 16 anos de prisão.
Mais até do que Robinson Faria ao governo, Fátima Bezerra tem chances de se eleger senadora. Pelas últimas pesquisas, ela lidera em Natal, com 29,4% de intenção de voto contra 27,5% de Wilma – lembrem-se que Wilma foi também prefeita de Natal. Em Mossoró, Fátima tem 31,6% contra 22,1% de Wilma.
Se Fátima Bezerra ganhar em Natal, é provável que ganhe também na terceira maior cidade do RN, Parnamirim, na região metropolitana da capital potiguar. Outras três cidades na mesma região que podem seguir a mesma tendência de Natal favorável a Fátima é Macaíba, São Gonçalo do Amarante e Ceará Mirim.
Diante deste cenário, é bem provável que Fátima Bezerra consolide esta tendência de “virada” eleitoral. Se ela aumentar sua diferença de intenções de votos sobre Wilma, há grandes chances de se eleger senadora. Se isso acontecer na eleição de outubro, será a primeira mulher no RN a chegar ao Senado.
Robinson e Henrique
Mas a maior surpresa nesta eleição pode ficar por conta da aproximação de Robinson Faria para Henrique Alves. As previsões iniciais eram de que seria uma eleição fácil para o atual presidente da Câmara dos Deputados. Parece que não vai ser. É fato que Henrique Alves nunca ganhou uma eleição majoritária no RN.
Henrique Alves montou grande estrutura para ganhar o governo do RN. Rico, com forte aporte financeiro do meio empresarial, conseguiu apoio de muitos prefeitos e limpou o terreno para uma eleição fácil. Chegou até mesmo a “puxar o tapete” de Fátima Bezerra, que era a candidata ao Senado em aliança PT e PMDB.
Para garantir sua eleição, Henrique Alves ofereceu, no início deste ano, a vaga do Senado a Wilma de Faria, que até então liderava as pesquisas para o governo do Estado. Sua intenção era deixar o terreno livre para ganhar o governo sem nenhuma dificuldade. Mas aparentemente o tiro pode sair pela culatra.
Traída por Henrique, Fátima se aliou ao vice-governador Robinson Faria, que estava rompido com a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), e lançou a “dobradinha” PT  no Senado e PSD no governo. A aliança subtrai votos do todo-poderoso Henrique Alves, que pode enfrentar dificuldades para se eleger.
A seguir, links de blogs com reprodução de pesquisas, condenação do filho de Wilma de Faria e propostas de Robinson Faria e Henrique Alves par ao governo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Apesar das noticias alarmistas, indicadores no país de empregos e renda aumentam otimismo da população



Por Emanuel Neri
Crise, cadê a crise?
Se você abrir um jornal ou ouvir o noticiário de TV e rádio, vai achar que o Brasil está chegando ao fundo do poço – ou que o fim do mundo vai acontecer no país em breve. Os dados divulgados pela mídia são os mais alarmantes possíveis. Nada está dando certo. É como se a recessão batesse à porta do país.
Mas muitos dos dados que vêm sendo divulgados por institutos de pesquisas não pintam um quadro tão negativo. É claro que o Brasil tem crescido menos do que o esperado. Abalado pela crise internacional, o PIB do Brasil está bem abaixo do que se esperava – este ano a previsão é de crescimento em torno de 1%.
Ocorre que nem sempre o desenvolvimento de um país é medido pelo crescimento do PIB. Hoje há economistas que defendem que o bem estar social da população é tão importante quanto o crescimento do PIB, indicador que mede a riqueza de um país. E é neste quesito que o emprego tem um peso significativo.
Embora o Brasil esteja criando menos empregos do que antes – em julho, por exemplo, o saldo positivo de empregos novos (admissões menos demissões) é de apenas 11.796 vagas -, o Brasil continua tendo uma taxa de desemprego estável. Segundo o IBGE, o país vive uma situação de pleno emprego.
Dados divulgados nesta quinta-feira (21/8) pelo IBGE indicam que o desemprego tem índices muito baixos em quatro regiões metropolitanas pesquisadas em julho – São Paulo (4,9%), Recife (6,6%), Rio de Janeiro (3,6%) e Belo Horizonte (4,1%). Por causa de uma greve no IBGE, não há dados sobre Porto Alegre e Salvador.
Outro dado importante levantado pelo IBGE é que, apesar do alarmismo da mídia em relação à economia do país, o rendimento médio do salário do trabalhador brasileiro aumentou 3,18% em 2013 em relação a 2012. Em 2013, o rendimento médio do brasileiro foi de R$ 2.265,61 – em 2012 era R$ 2.195,78.
Ainda em 2013, segundo o IBGE, foram criados 1,49 milhão de empregos formais no Brasil, contra 1,14 milhão em 2012. Em todo o país, o vínculo empregatício atingiu 48,94 milhões de empregos em 2013 – em 2012, eram 47,45 milhões de empregados formais – ou seja, aqueles que têm empregos com carteira assinada.
Talvez seja por este motivo que o brasileiro continua sendo o povo mais otimista do mundo. Pesquisa realizada este ano em todo mundo mostra que o brasileiro está otimista com seu futuro – numa escala de zero a dez, o brasileiro dá nota 8,8. O Brasil lidera o ranking do otimismo pelo oitavo ano consecutivo.
Em termos locais, este otimismo também tem se manifestado. Embora a presidenta Dilma Rousseff não tenha alcançado mais os índices de aprovação ao seu governo de antes das manifestações de junho do ano passado, a aprovação à sua administração tem crescido nas últimas pesquisadas feitas no país.
Na última segunda-feira (18/8), o Datafolha divulgou pesquisa em que constata que a aprovação do governo Dilma subiu seis pontos, passando de 32% para 38%. Se estes índices forem somados aos que avaliam o governo como regular (38%), a administração de Dilma tem 76% de ótimo, bom e regular.
Trata-se de um dado mais do que satisfatório para a atual administração – e para qualquer governo, em qualquer parte do mundo.
Por todos estes motivos expostos acima, é bom pôr um pé atrás quando você ouvir ou ler avaliações alarmistas – e extremamente negativas – sobre a economia brasileira. O grau de satisfação da população talvez não esteja sendo medido pelo crescimento do PIB, mas sim pelo bem estar social e econômico que ela sente.
E, neste particular, pesa muito o pleno emprego e o aumento da carga salarial no bolso do brasileiro.
Crise, cadê a crise?
Veja, abaixo, links sobre pesquisas divulgadas sobre o pleno emprego no país e outras avaliações sobre o otimismo do brasileiro.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

AEGostoso faz reunião com gerentes de bancos para convencer São Miguel do Gostoso ao uso de cartões



Por Emanuel Neri
Entra e sai verão, o problema de São Miguel do Gostoso é quase sempre o mesmo. A dificuldade de se sacar dinheiro em caixas eletrônicos e a escassez no uso de cartões de crédito e débito em estabelecimentos comerciais, especialmente bares e restaurantes, prejudica, e muito, o turismo local.
Na temporada de verão que se inicia agora em setembro, esta história pode começar a mudar. E isso se deve a iniciativas da AEGostoso (Associação dos Empreendedores de São Miguel do Gostoso), que vai reunir seus associados nesta quarta-feira (20), às 19h, na Pousada Mar de Estrelas.
A AEGostoso convidou gerentes de todos as agências bancárias da região para discutir as dificuldades com saques eletrônicos e o maior uso dos cartões de crédito e de débito pelo comércio local. Estarão presentes gerentes das agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, de Touros, além do Bradesco.
O Banco Postal, que funciona nos Correios e é operado pelo Banco do Brasil, também ficou de enviar um representante para este encontro. A AEGostoso vai aproveitar a reunião para convencer um maior número de comerciantes locais a usarem de forma mais intensa os cartões de crédito e de débito.
Atualmente, além de supermercados e farmácias, apenas as maiores pousadas e restaurantes utilizam os cartões de crédito e de débito. A AEGostoso tem visitado estabelecimentos da cidade para convencê-los a também aderirem ao uso do cartão. Isso fica fácil para o cliente e mais seguro para o comerciante.
Para o presidente da AEGostoso, João Roberto Scomparim (foto), a pregação da entidade em favor do maior uso do cartão tem surtido efeito. Segundo ele, muitos estabelecimentos da cidade, especialmente restaurantes, prometeram aderir ao cartão. E até o pequeno comércio da cidade já utiliza esta prática.
Na reunião desta quarta-feira, gerentes de bancos vão explicar aos associados da AEGostoso como fazer para aderirem aos cartões. A AEGostoso quer convencer  motoristas de taxi, em especial os que fazem serviços de transfer de turistas entre o aeroporto de Natal e a cidade, a também usarem cartões.
Os cartões representam peso razoável nos custos dos estabelecimentos. Há preços diferentes para operações com cartões. No caso do Cielo Mobile, por exemplo, em que se usa o telefone celular para fazer a operação, paga-se apenas R$ 12,00 por mês, mais 3,5% a 5% de juro sobre cada operação.
Esta variação na taxa de juro cobrada mensalmente sobre o valor da fatura depende da bandeira de cada cartão. Embora estas taxas representem um acréscimo no custo final do serviço, o uso do cartão representa uma grande vantagem. A primeira delas  é facilitar a vida do turista, que não costuma viajar com dinheiro em espécie, até em função dos limites dos bancos para os saques.
Além disso, outra grande vantagem do cartão é a questão de segurança, tanto do cliente como do estabelecimento comercial. No caso do cliente, ele não precisa andar com muito dinheiro no bolso. Já os estabelecimentos comerciais não vão ter dinheiro em caixa, mas apenas crédito em cartão, em caso de assalto.
E tudo o que foi pago em cartão de crédito ou de débito é uma espécie de dinheiro virtual. O crédito sai da conta do cliente no banco e vai direto para a conta do estabelecimento – ou seja, risco zero em caso de segurança. É importante que todos os estabelecimentos da cidade passem a utilizar o cartão.
Por isso, também é muito importante que todos os empreendedores de São Miguel do Gostoso compareçam à reunião da AEGostoso desta quarta-feira. Quanto mais a cidade se preparar profissionalmente para receber os turistas, mais dinheiro vai abastecer os estabelecimentos do turismo e o comércio locais.
Em tempo. O Banco do Brasil finalmente concordou com um local para reinstalar seus caixas eletrônicos na cidade, destruídos há quase um ano em ação de bandidos. A Prefeitura cedeu para o banco um local onde funciona o PET, ao lado da Farmácia São Miguel, próximo ao Iasnin, no centro da cidade.   

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Pesquisa com Marina no lugar de Campos mostra Dilma em primeiro e o risco de Aécio ficar de fora



Por Emanuel Neri
Agora que o corpo do ex-presidenciável Eduardo Campos (PSB) foi sepultado, o Brasil  volta suas atenções para as consequências políticas do trágico acidente aéreo que matou o ex-governador pernambucano.  Campos vai ser substituído pela ex-senadora e ex-ministra petista Marina Silva, que era sua candidata a vice.
Já nesta segunda-feira (18/8) surgiu a primeira pesquisa com o nome de Marina Silva em substituição a Campos. Como era de se esperar, Marina cresce em relação ao ex-presidenciável do PSB. Segundo o Datafolha, Marina aparece com 21% de intenção de voto – um ponto à frente de Aécio Neves, que tem 20%.
Na liderança da pesquisa, Dilma Rousseff tem 36% de intenção de votos. Ou seja, a primeira leitura que se faz da substituição de Campos por Marina (foto)  é que, se tem alguém para se preocupar com o novo quadro eleitoral é Aécio Neves, o candidato do PSDB, que pode perder a corrida pelo segundo turno.
Até agora, Aécio aparecia em todas as pesquisas como o segundo colocado, atrás apenas de Dilma. Nas pesquisas antes da morte de Campos, o ex-governador pernambucano aparecia com 8% de intenção de voto. Marina cresceu quase três vezes em relação a Campos e já é uma ameaça real às chances de Aécio.
O Datafolha apontou também para a provável necessidade de segundo turno para definir a sucessão presidencial. Só a soma de Marina (21%) com Aécio (20%) já supera os 36% de Dilma. E num segundo turno haveria equilíbrio entre Dilma e Marina – a primeira teria 43% contra 47% da segunda, que é empate técnico.
Importante dizer que esta pesquisa foi feita no calor da comoção com a morte de  Campos, em um momento de grande visibilidade da tragédia na mídia e da dor da família e dos correligionários do ex-governador. Não se sabe se Marina vai manter este potencial eleitoral. Na eleição de 2010, ela teve 20 milhões de votos.
Mas o fato é que esta pesquisa também constatou, ao contrário de avaliações apressadas de analistas da mídia, que não houve maiores perdas para a presidenta Dilma. Pelo contrário, o Datafolha constatou crescimento de seis pontos percentuais (32% para 38%) na avaliação ótima e boa do governo Dilma.
A rejeição a Dilma também caiu seis pontos, de 29% para 23%. Isso significa que o voto de Dilma está consolidado em todo o país – e tem possibilidade de subir nas próximas pesquisas, pois a avaliação do governo melhorou em praticamente todos os segmentos da sociedade e em todas as regiões do país.
Pelo cenário atual, somente Dilma tem lugar garantido no segundo turno. A outra vaga vai ser disputada por Marina e Aécio. O tucano já percebeu o perigo. Ainda em Recife, após o sepultamento de Campos, Aécio se reuniu com seus assessores para definir estratégia para não perder a corrida eleitoral para Marina.
Para ganhar a vaga de Marina, Aécio vai ter que bater na candidata do PSB. Mas esta estratégia cria um certo desconforto, pois ataques a Marina, neste momento de comoção com a perda de Campos, podem prejudicar Aécio. Resumo: a disputa pela segunda vaga no segundo turno será delicadíssima.
Agora é esperar os próximos dias para ver o rumo que a sucessão presidencial vai tomar. Nesta terça-feira (19/8) começa o horário eleitoral gratuito de rádio e TV. E  Dilma, que tem praticamente o dobro do horário de Aécio e Marina, pode ampliar seu potencial de votos e consolidar seu nome diante dos adversários.
Com a morte de Campos, surge também a possibilidade da chamada “terceira via”. Desde 1994, as eleições presidenciais são disputadas entre o PT e o PSDB – os petistas ganharam três e os tucanos, duas. Agora o PSDB pode dar lugar ao PSB na disputa do segundo turno da sucessão presidencial com o PT.
Se a “terceira via” prevalecer, resta aguardar o que pode acontecer em um segundo turno da sucessão presidencial disputado entre Dilma e Marina. Pelo cenário atual, tudo pode acontecer. Vamos aguardar.
Abaixo, links sobre a última pesquisa Datafolha e análises sobre a perda de Campos e a disputa presidencial.