terça-feira, 21 de outubro de 2014

Dilma vira sobre Aécio, tem agora 52% contra 48% do adversário, e é vista como favorita para ganhar eleição



Por Emanuel Neri
E Dilma Rousseff (PT) virou e inverteu, agora com quatro pontos de diferença, a vantagem sobre Aécio Neves (PSDB) na disputa presidencial. Faltando apenas cinco dias para a eleição presidencial, a candidata petista é favorita para ficar mais quatro anos no Palácio do Planalto.
Duas pesquisas divulgadas na noite desta segunda-feira (20/10), as do Datafolha e do Vox Populi, indicam que Dilma (foto) tem 52% dos votos válidos contra 48% de Aécio. Nos votos totais, sem excluir nulos e brancos, a petista tem 46% contra 43% do opositor. Outra pesquisa, da CNT, dava 50,5% para Dilma 49,5% para Aécio.
Embora o resultado de quatro pontos ainda esteja na margem de erro – dois pontos para cima ou para baixo -, Dilma emite sinais de que, se as pesquisas estiverem certas, deve ganhar a eleição presidencial. É que sua rejeição, de 39%, já é menor que a de Aécio, de 40%, cuja desaprovação não para de subir.
Dilma, ao contrário de Aécio, vem tendo seu índice de rejeição reduzido a cada nova pesquisa. Outro dado bom para Dilma é a avaliação positiva de seu governo, que chegou a 42% de ótimo e bom. É sua melhor aprovação desde junho de 2013, durante as manifestações de jovens, quando este índice caiu de 57% para 30%.
Tem mais um sinal positivo de que Dilma é mesmo favorita para a eleição do próximo domingo, 26 de outubro. Dos 46% de eleitores que disseram ao Datafolha que vão votar nela (votos totais), 45% dizem que não mudarão seu voto de jeito nenhum. Já Aécio tem 41% de convicção dos 43% de intenção de votos nele.
Praticamente todas as pesquisas, divulgadas desde o início do segundo turno, mostravam empate técnico entre Aécio e Dilma, mas sempre com o tucano numericamente à frente (51% contra 49% da petista). Agora o resultado apareceu invertido, com uma diferença maior – quatro pontos contra dois de antes.
Desde a divulgação dos dados das pesquisas, analistas tentam entender o motivo da virada da presidenta sobre o tucano. E a principal conclusão é que a campanha do PT mostrou falhas de Aécio que o eleitorado desconhecia. Um deles foi a construção de um aeroporto, quando ele governava Minas, na fazenda de um tio.
Outro ponto apontado como negativo para Aécio foi o fato de ele ter sido surpreendido pela Lei Seca dirigindo embriagado. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro e teve sua carteira de motorista apreendida. Mas o que deve ter pesado mesmo nesta virada é a diferença de projetos políticos de Dilma e Aécio.
O PT tem mostrado avanços sociais nos governos de Lula. Sob estes dois governos, o Brasil saiu do Mapa da Fome, segundo a ONU. Nestes dois governos, mais de 40 milhões de pessoas ingressaram na classe média e outros 30 milhões abandonaram a pobreza. Aécio é visto com desconfiança de que, eleito, frei este avanço social.
Outro fator importante na arrancada de Dilma na reta final da campanha é a militância petista. O PT é sem dúvida o partido com maior base social no país. Seus   admiradores costumam sair às ruas, com muita disposição, para eleger seus candidatos, principalmente os que concorrem à Presidência.
Na reta final da campanha, o resultado das últimas pesquisas e a virada de Dilma sobre Aécio deve “incendiar” ainda mais esta militância. E este é um dos motivos  que, mesmo com a disputa ainda equilibrada e o resultado das pesquisas dentro da margem de erro, Dilma ser apontada como favorita para ganhar a eleição.  
Veja, nos links abaixo, resultados de todas as pesquisas divulgadas nesta segunda e análises sobre seus resultados. Veja também posts anteriores deste blog sobre avanços sociais dos governos do PT e avaliação sobre impactos da economia na população mais pobre do país.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Veja aqui os diversos cenários sobre a disputa para a Prefeitura de São Miguel do Gostoso na eleição/2016



Por Emanuel Neri
A eleição municipal de 2016 em São Miguel do Gostoso ainda está distante, mas já há diversas especulações políticas em torno de quem vai disputar a sucessão local.
Vejamos as alternativas e cenários para 2016:
1)A atual prefeita, Fátima Dantas (foto), vai concorrer a um novo mandato?
2)O vereador José Jubenick (PT), que teve a maior votação para deputado estadual este ano no município, vai se candidatar a prefeito?
3)O ex-prefeito Miguel Teixeira – ou sua mulher, Elba - vai querer se candidatar para que seu grupo volte ao comando da Prefeitura?
4)Renato de Doquinha, que perdeu para Fátima Dantas em 2012, pretende se candidatar novamente?
São estas as possibilidades que São Miguel do Gostoso tem para a eleição de 2016. Um ou mais destes cenários pode acontecer.
A disposição ou não da prefeita Fátima Dantas de disputar um novo mandato vai ser decisivo para clarear o quadro da sucessão em 2012. E se ela não quiser ser candidata, vai apoiar alguém? Quem ela poderia apoiar - Seu vice, Paulo Roberto, ou uma saída mais política, com um eventual apoio a Jubenick?
E se Fátima, num cenário mais improvável, optar por apoiar Miguel, de quem foi vice-prefeita na administração anterior?
Fátima Dantas está fazendo uma razoável administração. Ela pôs ordem na casa, em especial na área de serviços, como a coleta de lixo. Ela também adotou medidas para proibir o trânsito na praia e conseguiu, via governo estadual, restaurar a rodovia 221, que liga São Miguel do Gostoso a Natal pela BR-101.
A atual prefeita também reestruturou a área de saúde, com mais médicos e melhor atendimento à população. O esquema de segurança também recebeu atenção especial, o mesmo ocorrendo com as obras na entrada principal da cidade, que estavam em situação crítica quando ela assumiu.
Fátima também estabeleceu parcerias com as empresas de energia eólica para benefícios no município. Um destes acordos foi para refazer a estrada que liga São Miguel do Gostoso à cidade de Parazinho. Apesar da insatisfação de setores da oposição, há sinais de melhoria em vários pontos da atual administração.
Para escrever sobre 2016, este blog tentou falar com todos os atores envolvidos. Mas conseguiu falar apenas com Jubenick. E o vereador mostrou que tem pé no chão: “Não me arrisco a dizer o que vai acontecer em 2016. Temos disposição de ser cabeça da chapa, de sair como vice ou renovar nosso mandato na Câmara”.
Jubenick é quem saiu mais fortalecido da eleição de 2014. Além da expressiva votação para deputado, ganhou com a eleição de Fátima Bezerra (PT) ao Senado e deve também ganhar com a provável eleição de Robinson Faria (PSD), para governador, apoiado pelo PT. Mas Jubenick prefere não abrir ainda o jogo.
E Renato de Doquinha, como fica? Na eleição de 2014, ele enfrentou um “racha” com o vereador Márcio Neri, um dos poucos que o apoiavam na Câmara – só ficou com o apoio de Clésia. A briga foi tão feia que, segundo informações, os dois foram parar na polícia devido a acusações de um contra o outro.
Não há dúvidas de que este “racha” dificulta o caminho de Renato para 2016.
E há informações de que, depois da briga com Renato, Márcio Neri se aliou ao ex-prefeito Miguel. Se isso ocorrer mesmo, fortalece a candidatura de Miguel ou de sua mulher, Elba. É que há rumores de que Miguel talvez prefira a candidatura de sua mulher, que foi sua secretária na administração anterior.
São estes os cenários de 2016 para São Miguel do Gostoso.
Este blog continua à disposição para ouvir a opinião dos demais envolvidos no quadro sucessório, com os quais não conseguir falar até agora.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Dilma e Aécio subiram o tom no debate do SBT. Para jornalista, é importante que eleitores saibam de tudo



Por Emanuel Neri
Com os debates eleitorais na TV atingindo a temperatura máxima (foto), como nesta quinta feira no SBT, o noBalacobaco considera  importante reproduzir texto do jornalista Paulo Nogueira, do portal de notícias Diário do Centro do Mundo (http://www.diariodocentrodomundo.com.br/).
Este é um momento importantíssimo da história política do Brasil. Está em jogo saber quem vai governar o Brasil a partir de 2015 – se a atual presidenta, Dilma Rousseff (PT), ou seu opositor, Aécio Neves (PSDB).
Por isso é importante os leitores do noBalacobaco tomarem conhecimento da opinião de um importante jornalista sobre este momento , bem como sentir a temperatura da campanha eleitoral e dos debates na TV.
A seguir, o relato de Paulo Nogueira:
Primeiro que tudo, acho importante que haja agressividade em debates presidenciais, e que questões pessoais sejam trazidas à discussão.
É o interesse público que está em jogo. A sociedade tem que conhecer melhor cada candidato.
O pior cenário, para os cidadãos, seria uma conversa de lordes ingleses, com elogios mútuos e protocolares em meio a goles de chá.
Por isso dou nota elevada ao debate de hoje no SBT. Onde alguns viram baixaria enxerguei a tensão, a eletricidade, a adrenalina dignas de uma disputa presidencial.
A grande diferença entre Dilma e Aécio esteve no conteúdo da agressividade.
Aécio fez o que sempre faz. Pediu generosidade quando jamais é generoso. Pediu respostas quando ele invariavelmente tergiversa. Pediu sinceridade quando é cínico em regime de tempo de integral. Pediu humildade quando é arrogante a ponto de falar em nome dos brasileiros.
Num momento de descaro abissal, comparou o caso do irmão de Dilma ao time de parentes aos quais ele dá altos cargos públicos quando pode.
Uma rápida pesquisa mostra que Igor Rousseff foi assessor do prefeito petista Fernando Pimentel, de Belo Horizonte.
Depois disso, nunca ocupou cargo público nenhum. Disse o Globo, o insuspeitíssimo Globo, num perfil de 2011: “Quem não conhece o Igor não fica sabendo nunca que ele é irmão da presidente. Morre de medo de pensar que quer tirar proveito disso.”
Pois Aécio quis tirar proveito disso.
Não há termo de comparação entre o caso da irmã de Aécio e o caso do irmão da Dilma. Mas fingiu – nisto ele é mestre – que são coisas iguais.
Andrea Neves ocupou sob Aécio um cargo – ainda que formalmente não remunerado – que dava a ela o comando das verbas publicitárias estaduais.
Sabe-se, porque a Folha enfim resolveu investigar um pouco o candidato tucano, que o governo de Aécio colocou dinheiro público nas rádios da família.
É, em si, uma indecência. Isso piora quando, numa afronta brutal ao conceito de transparência tão citado por Aécio, ninguém informa quanto foi o dinheiro público investido nas rádios.
E não é apenas Andrea. É o cunhado, são primos, agregados – em funções muitas vezes de mando.
Meritocracia?
Só se for pela ótica de quem, aos 25 anos, foi nomeado diretor da Caixa Econômica Federal pelo mérito de ser neto de Tancredo Neves.
Aécio não surpreende. A cada debate, ele faz mais do mesmo.
Dilma, ao contrário, surpreendeu ao adotar o mesmo tom de Aécio. Ou quase o mesmo: Aécio a chamou de mentirosa várias vezes e Dilma disse o mesmo uma ou duas.
Onde ela avançou em relação ao primeiro debate: não deixou que certos assuntos sumissem da discussão.
O aeroporto de Cláudio é o maior exemplo. Aécio fala, tergiversa, se desvia – mas não consegue dar uma única explicação convincente para o aeroporto de uso privado construído com dinheiro público.
Jornalistas de Minas disseram que essa história já era conhecida nas redações. Mas ninguém publicava pela censura que, na prática, Andrea Neves comandava para proteger o irmão de notícias desfavoráveis.
Eis o conceito de liberdade de expressão de Aécio.
Para quem lida com palavras como eu, irritou particularmente a manipulação de Aécio ao usar uma frase de Dilma que, supostamente, seria um incentivo à corrupção.
O significado da frase é o seguinte: todo mundo pode cometer corrupção.
É uma verdade verdadeiríssima. Ninguém está acima às tentações que o poder e a sensação de impunidade trazem, como mostra o próprio episódio do aeroporto de Cláudio.
A questão é fiscalizar e punir.
Neste sentido, o PSDB – dos votos comprados para a reeleição de FHC às propinas do Metrô de SP – não tem muita coisa a dizer.
No debate, Aécio voltou a afirmar que não havia evidências de nada nos casos de corrupção do PSDB.
Hoje mesmo, viralizou na internet o depoimento do jornalista Fernando Rodrigues, da Folha, autor do furo em 1997 sobre a compra de votos.
“Não eram evidências”, disse ele. “Eram provas.” Ninguém investigou – incluída, como lembra Rodrigues, a mídia. Como FHC era presidente, e amigo dos donos da mídia, entendeu-se que não era assunto a compra de votos para que ele pudesse se reeleger.
Como Lacerda, Aécio fala em “mar de lama” olhando para o outro. Ambos deveriam, no entanto, olhar para o espelho.”