quarta-feira, 17 de setembro de 2014

São Paulo adota bikes como meio de transporte urbano e estilo de vida. Terá 400 km de ciclovias



Por Emanuel Neri
No Brasil, o carro sempre foi símbolo de status e de poder. Ter um carro é como se o cidadão conseguisse chegar a uma nova classe social, atingindo um padrão de vida que não tinha antes. Isso gera um uso intenso do automóvel no país e leva as ruas das cidades a ficaram intransitáveis, com congestionamentos monstruosos.
Pois agora a maior cidade do país, São Paulo, começa a quebrar este tabu. Primeiro é o rodízio de veículos na cidade - já existente há algum tempo em horários de pico (das 7 às 10h e das 17 às 20h) e de acordo com o final da placa dos veículos – que pode ser estendido agora para todo o dia, das 7 às 20h.
Depois, São Paulo priorizou as faixas exclusivas de ônibus.  A cidade já tem 440 km destas faixas – 356 km construídas na gestão do atual prefeito, Fernando Haddad (PT). Isso fez com que os ônibus passassem a andar 68,7% mais rápidos do que antes. Anda-se mais rápido de ônibus na cidade do que de carro.
Mas a grande novidade que a mobilidade urbana de São Paulo experimenta agora é o uso mais intenso da bicicleta. De uma hora para outra, surgiram ciclovias (foto) por todos os cantos da cidade. Até o final de 2014, São Paulo terá 200 km destas faixas exclusivas para bicicletas – em 2015, serão 400 km.
Quatrocentos quilômetros de ciclovias em uma única cidade é muita coisa. Para se ter ideia do seu tamanho, é como se um ciclista fosse de São Paulo até a cidade do Rio de Janeiro por ciclovias. Além das ciclovias, São Paulo tem uma quantidade enorme de ciclofaixas, que só funcionam aos domingos.
O número de veículos na cidade de São Paulo, que tem 12 milhões de habitantes, é assustador: mais de seis milhões. Isso significa que há um carro para cada grupo de duas pessoas da cidade, incluindo crianças e idosos. As ciclovias podem fazer com que muita gente troque seus carros por bicicletas.
Além de ser um meio de transporte não poluente, a bicicleta contribui para que se tenha uma vida mais saudável (veja abaixo benefícios do uso da bicicleta). Por causa disso, a onda da bicicleta parece que começa a pegar em todo o Brasil. Em São Paulo, metrôs e trens já disponibilizam bicicletários para seus usuários.
Na periferia de São Paulo, trabalhadores vêm de bicicleta até estações de trens e metrô, deixam suas bikes nos bicicletários, e se deslocam a partir dali para seus locais de trabalho. Em bairros onde há mais ciclovias, trabalhadores vêm de bicicleta até o trabalho. Um meio transporte mais barato e muito mais saudável.
É claro que a onda das ciclovias deixou um rastro de protesto em São Paulo. O senador Aloisio Nunes (PSDB) chamou a instalação de ciclovias em seu bairro, Hegienópolis, um dos mais caros da cidade, de “delírio autoritário” do prefeito Haddad. Empresária ficou furiosa ao ver ciclovia passou diante de sua loja.
“Onde vou colocar minhas clientes milionárias que andam de carro importado?”, perguntou. As reações são as mais absurdas possíveis. Uma professora universitária definiu o vermelho das ciclovias como “uma descarada propaganda do PT”. Acionada, a Justiça  não achou que o vermelho seja propaganda do PT.
É fato que estes protestos têm gerado reações contrárias de usuários de bikes e de pessoas que defendem as ciclovias como meio para desafogar o caótico trânsito de São Paulo. Já há até mesmo uma petição circulando na internet,já com milhares de assinaturas, apoiando a implantação de ciclovias na cidade.
O que São Paulo tenta fazer agora já é realidade em muitas cidades do mundo. Em Amsterdã, na Holanda, grande parte da população se desloca de bicicleta para o trabalho. Na capital da Dinamarca, Copenhague, um terço da população usa bikes, o que também ocorre em cidades como Berlim, na Alemanha.
É importante que, a exemplo de São Paulo, outras cidades brasileiras - sejam grandes, médias ou pequenas – sigam este mesmo caminho da bike. Também é de grande importância que se aperte o cerco contra motoristas que não respeitam o ciclista. Em São Paulo, há registro de uma morte de ciclista por semana.
Abaixo, links com a reação dos paulistanos, contra e a favor, à transformação que São Paulo começa a fazer em seu estilo de vida e em sua malha urbana, implantando ciclovias por toda a cidade e incentivando o uso intenso de bicicletas. Veja também benefícios que o uso de bikes traz para a saúde.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Nova pesquisa revela subida de Dilma e queda de Marina; entenda porque Marina não para de cair



Por Emanuel Neri
O Brasil tomou conhecimento nesta sexta-feira (12/9) de mais uma pesquisa eleitoral para a Presidência da República.  E como vem ocorrendo nas demais pesquisas que estão sendo divulgadas,  repetiu-se a tendência de crescimento de Dilma Rousseff (PT) e queda de Marina Silva (PSB).
Na pesquisa do Ibope, Dilma (foto) está com 39% de intenção de votos para o primeiro turno, contra 31” de Marina – Aécio Neves (PSDB) tem 15%. O resultado mais importante é a simulação do segundo turno: Marina, tem 43%, e Dilma, 42%. Há pouco mais de uma semana, esta diferença era de 10 pontos.
Já há várias análises de jornalistas e especialistas sobre o resultado desta nova pesquisa. Um deles é o do jornalista Paulo Moreira Leite, do jornal digital Brasil247 ( http://www.brasil247.com/). A conclusão de Paulo: quanto mais Marina aparece, mais perde pontos.
É importante entender os possíveis motivos pelos quais a candidata Marina, que até pouco tempo atrás era apontada como favorita na sucessão presidencial e tinha dez pontos à frente de Dilma, no simulado de segundo turno, agora começa a perder terreno para a atual presidenta.  
Veja esta análise a seguir:
“A arrancada de Dilma no Ibope confirma aquilo que era fácil de imaginar. Após o imenso impacto da tragédia que matou Eduardo Campos, a campanha presidencial retorna ao ponto de partida e Dilma se aproxima da posição original de favorita. Já tem oito pontos de vantagem no primeiro turno — e se encontra em empate técnico nas pesquisas sobre o segundo.
A dúvida, agora, é o futuro de Marina Silva.
Capaz de navegar na onda emocional, que deixou o país em estado de choque, chegou o momento de demonstrar que é uma candidata competitiva. Seu desempenho, até aqui, tem sido desastroso.
Quanto mais aparece como candidata, o que implica em comprar o debate a partir de uma perspectiva política, perde pontos e credibilidade. Aprovada com louvor no teste de imagem pessoal, não conseguiu demonstrar consistência na discussão de ideias ou propostas.
A queda rápida se explica em função disso. O bom candidato é aquele que cresce toda vez que abre a boca.
Em função de posições políticas abertamente conservadoras, Marina tornou-se irreconhecível para seus antigos eleitores.
Em função do caráter improvisado de suas propostas, perdeu sustentação entre aqueles que poderiam lhe dar apoio como um instrumento mais eficaz para cumprir a prioridade absoluta do empresariado, que é derrotar Dilma Rousseff.
Nos últimos dias, circulavam sinais nítidos de que a própria direção do Itaú mostrava-se insatisfeita com a identificação excessiva da instituição com a candidata.
A campanha está longe de encerrada e pode dar muitas voltas. A dúvida é saber como será capaz de sobreviver até 5 de outubro”
Nos links abaixo, veja mais informações sobre a pesquisa Ibope e outras notícias sobre a campanha eleitoral:

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Cai vantagem de Marina sobre Dilma. Cenário agora é de equilíbrio, com ligeiro favoritismo da presidenta



Por Emanuel Neri
Prepare-se porque a eleição deste ano para a Presidência da República vai ser equilibradíssima. Mais três pesquisas eleitorais saíram entre terça-feira (9/9) e esta quarta-feira (10/9) e todas elas dão recuperação da presidenta Dilma Rousseff (PT), que concorre à reeleição.
A presidenta, que até há uma semana atrás tinha uma diferença de dez pontos atrás de Marina Silva (PSB), nas simulações de segundo turno, agora está em situação de empate técnico. Isso significa que, se mantiver o crescimento, Dilma (na foto, com Lula) pode superar Marina e se reeleger para um segundo mandato.
Outra leitura que se faz destas pesquisas é que o candidato do PSDB, Aécio Neves, já é carta fora do baralho. A polarização da eleição vai ocorrer mesmo entre Dilma e Marina. Nem o chamado “escândalo da Petrobrás”, que Aécio esperava para voltar a crescer, surtiu efeito. Quem subiu nas pesquisas foi Dilma, que oposição e mídia acreditavam derrubar com o caso Petrobrás.
A mais recente destas pesquisas, a do Datafolha, divulgada na noite desta quarta, mostra Dilma com 36% de intenções de votos no primeiro turno contra 33% de Marina e 15 % de Aécio. Na simulação de segundo turno, Marina tem 47% e Dilma 43% - empate técnico porque a margem de erro é de dois pontos.
Mais cedo que o Datafolha, o Vox Populi divulgou pesquisa – feita para a revista Carta Capítal - em que a diferença entre Marina e Dilma é de apenas um ponto na simulação de segundo turno – 42% contra 41%. No primeiro turno, Dilma tem 36% contra 28% de Marina e 15% de Aécio.
Estes números são semelhantes aos do instituto MDA, que tinha divulgado pesquisa na terça-feira. Por esta pesquisa, a diferença entre Marina e Dilma no segundo turno é inferior a três pontos - 45,5% contra 42,7%. No primeiro turno, Dilma está na frente com 38,2%, seguido de Marina com 33,5% e Aécio com 14,7%.
Diante destas novas pesquisas, pode-se chegar às seguintes conclusões:
1)Marina parou de crescer e começa a cair em todas as pesquisas. Cai tanto no cenário do primeiro turno como no segundo. Isso significa que seu favoritismo sobre Dilma, que existia antes, já não existe mais.
2)Dilma recupera-se e já está na frente das pesquisas no primeiro turno. No segundo, tirou a diferença anterior de dez pontos e chega ao empate técnico. Sinal de que a presidenta cresce e é vista como favorita para ganhar a eleição.
3)Os tropeços de Marina se devem ao vai-e-vem de suas ideias e do seu plano de governo. Pesa contra ela o recuo em relação aos direitos da população LGBT, seu desprezo pelo Pre-Sal, sua estreita ligação com banqueiros e a promessa de dar autonomia ao Banco Central, caso se eleja.
4)Do ponto de vista político, foi correta a estratégia de Dilma de explorar, na TV e no rádio, as contradições de Marina e o risco de serem interrompidos programas sociais criados nos últimos 12 anos pelo PT. Se continuar batendo nesta tecla, é provável que a candidata do PSB caia mais ainda nas pesquisas e perca a eleição.
5)É incontestável a influência política do ex-presidente Lula. A exemplo do que já havia feito na eleição de 2010, na disputa deste ano também pesa seu firme apoio a Dilma. Mais do que um "puxador de votos", Lula tem papel decisivo na definição de estratégias e na orientação da campanha eleitoral.
Tanto o resultado das últimas pesquisas eleitorais, como análises diante destes novos cenários, incluindo posts deste blog sobre as contradições e recuos de Marina, você pode ver nos links abaixo: